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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

a minha mãe era a mulher do feiticeiro da Calheta ...


A minha mãe não largava o meu pai ... para onde ele fosse, lá estava ela, em todas as festas, em todas romagens... sempre ao lado do seu homem ... bem disposta e com uma paciência sem fim ... por vezes, o meu pai, que gostava do seu copinho, exagerava ... mas bastava um olhar da minha mãe e ele dizia:

- dê esse copinho a minha mulher que ela está com mais sede que eu!!



( foto retirada do facebook do feiticeiro da Calheta) 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O meu pai era o feiticeiro da Calheta



lá no alto da serra, as noites de inverno são mais escuras, mais frias e mais densas ... Maria Jesus lembra-se de não ver ninguém na rua porque todos se recolhiam do mau tempo ... lembra-se de ficar a bordar com a mãe à luz do candeeiro de petróleo ... enquanto o pai, o feiticeiro da Calheta, pegando na viola de arame, tocava e cantava ... por vezes, elas também cantavam com ele... e assim se passava o serão, bordando e cantando lá para os lados do Lombo do Brasil....




( foto retirada da página do facebook do feiticeiro da Calheta ) 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Newsletter 32- O feiticeiro da Calheta

João Gomes de Sousa (1895-1974) 
O Feiticeiro da CALHETA 
O Feiticeiro da Calheta viveu alguns dos acontecimentos mais importantes que marcaram o século XX. Nasceu no final da centúria oitocentista (a 30 de novembro de 1895) e, ainda jovem, presenciou as mudanças políticas trazidas com a República. Já adulto, vivenciou, de forma direta, as mudanças trazidas com o governo da ditadura e o Estado Novo. Ainda esteve presente ao 25 de abril de 1974, mas a sua morte, a 8 de julho desse ano não lhe permitiu o convívio com a nova realidade política.
As suas quadras são publicadas em letra de forma entre 1946 e 1961, um período importante da afirmação do Estado Novo e, nomeadamente, do seu discurso popular. Mas sabemos que, pelo menos desde 1938, altura em que participou da Festa das Vindimas do Funchal, as suas qualidades de versejador já eram notadas publicamente, sendo apresentadas com música local.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

De Fátima. De visitas.

Porque é dia 13 de maio, a memória pousa-se em Fátima e nas visitas da Imagem Peregrina à ilha da Madeira:

Da visita de 1948, as palavras do «Feiticeiro da Calheta», João Gomes de Sousa ( 1895-1974), um "alquimista das palavras", como afirma o Doutor Alberto Vieira:

Assim:


Tu saíste de Lisboa
A visitar os filhos teus
Roga a Deus por todos nós
Rainha do céu, Adeus.


Não te esqueças querida Mãe
Do pedido que te faço
As súplicas que te fizemos
Que te caiam no regaço.

Da visita de 2010, a fé, a voz de um povo que saiu à rua, enfeitou as varandas e rezou:
Fotos de Carlos Cabral

E do futuro:
 
«A Imagem Peregrina de Fátima visita a diocese do Funchal (Madeira e Porto Santo) durante três semanas em 2016, chegando no dia 13 de fevereiro. A visita integra-se na iniciativa proposta pelo Santuário de Fátima, integrada no Centenário das aparições que vão celebrar-se em 2017. O anúncio foi feito por D. António Carrilho, esta noite, na Catedral do Funchal, durante a mensagem transmitida nas celebrações comemorativas do dia 13 de maio, dia da primeira aparição da Virgem Maria aos três pastorinhos».