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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

... o meu carocha ...



O Domingo era dia de descanso ... dia da família... dia de praia ... 
José Camacho pegava no seu carocha e aproveitava o bom tempo e o que aquela terra [Venezuela] tinha para oferecer ...

... levava sempre " a música" consigo ... e passava bons momentos, recorda com sorriso largo sem disfarçar as saudades  ...







quinta-feira, 24 de setembro de 2015

vamos espreitar?




uma data...um chão de calhau rolado... uma porta entreaberta ... uma casa.... uma família... uma história de vida .... uma vida cheia de histórias ... que memórias estarão aqui guardadas? 




(foto de Cláudia Faria) 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O meu pai era o feiticeiro da Calheta



lá no alto da serra, as noites de inverno são mais escuras, mais frias e mais densas ... Maria Jesus lembra-se de não ver ninguém na rua porque todos se recolhiam do mau tempo ... lembra-se de ficar a bordar com a mãe à luz do candeeiro de petróleo ... enquanto o pai, o feiticeiro da Calheta, pegando na viola de arame, tocava e cantava ... por vezes, elas também cantavam com ele... e assim se passava o serão, bordando e cantando lá para os lados do Lombo do Brasil....




( foto retirada da página do facebook do feiticeiro da Calheta ) 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

outros domingos...


Algures no Brasil, no final dos anos setenta, a família Araújo descansa após uma semana de trabalho ... o Domingo era um dia especial ... reunia-se a família e os amigos ... e assim se matava as  saudades de casa e da ilha...








terça-feira, 29 de outubro de 2013

entre cá e lá ......

Maria da Conceição ficou em casa no Lugar de Baixo, Ponta do Sol. Francisco partiu para o Curaçau. Entre cá e lá a vida vai correndo dorida pelas saudades ...


os nossos filhinhos me fazem tonta com perguntas a teu respeito. O Fernando já diz pae, o Clemente ajuda-me a trabalhar mas às vezes também chora para não hir e o Luiz  traz os molhinhos de herva à cabeça. (CEHA- Arquivo memórias: carta de 19 novembro 1929)
 
…também te dou a saber que teu irmão ficou dentro não ficou livre o pobre do teu pai trabalha que mete dó a tratar de a sua vaca e a d’elle e regar cavar tratar de porcos rachar lenha e fazer todo o serviço e elle coitado anda sempre doente (…) é cramar que não encherga nada que conhece as pessoas é pela fala porque não tem um tabaquinho … (CEHA- Arquivo memórias: carta de 16 junho 1930)
 
…o teu irmão José falou à Ilda do Andrade pra casar andou lá de noite e dia mas os amores duraram pouco porque elle já a largou enfastiou-se d’ella (CEHA- Arquivo memórias: carta de 21 janeiro 1920)

segunda-feira, 24 de junho de 2013

.... um apertado abraço ...


Angola

Cacúlo Fazenda, 9 de Julho de 1916
 


Minha querida irmã,


Primeiro que tudo desejo que estas duas linhas te vão encontrar de perfeita saúde que quanto à minha vou andando um pouco sofrível.

Como até à data não recebi carta nenhuma tua ainda, isto devido aos vapores, pois que agora o Governo apossou-se duns poucos de vapores alemães parece até impossível que haja por enquanto só um vapor por mez de Lisboa para Angola como consta; resolvei então mandar-te os 150$00 que na última carta que escrevi te dizia.

(…)

Como já te disse na outra carta este dinheiro é para comprar metade da casa e cozinha e também algum bocado de fazenda, visto tu não poderes comprar sósinha.

Tem paciência. Vê se podes pedir o resto que falta. O Candido já mandou-me dizer que Augusta tinha já embarcado para a América. Será verdade? (…) E com respeito a João? (…)

Por agora não posso ser mais extenso senão que recebas muitas recomendações e um apertado abraço deste teu irmão que te deseja mil felicidades.

 

Francisco Gregório Teixeira