Mestre João, CEHA, 23 de setembro.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Memórias da pele
As memórias colam-se à pele. Escrevem-se nela. São memórias da vida e do mar. São memórias de um tempo em que o enjoo passava com pão molhado na água salgada. São memórias da Machiqueira a levar e a trazer passageiros da cidade para Machico, de Machico para a cidade. São memórias de lanchas e de pescarias, da vida.
O Mestre João contou-as na primeira pessoa. Os olhos ainda navegam. Como a lua, quando a tempestade se forma no fundo do mar.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
e quem se lembra do Fontes?
Vasco Fernandes, o Fontes ( nome de guerra) comercializava filigrana .... subia a bordo dos navios que aportavam no Funchal .... e....
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Gentes do porto e do mar .....
e ontem foi assim ... partilhámos histórias ... memórias ... e (re)contamos a vida na primeira pessoa
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Bombote e Mergulhança
Amanhã. 18horas. Gare marítima. Conferência. Memórias do Porto. Nós e eles: os bomboteiros, os mergulhadores, o Dia de São Vapor.....
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quinta-feira, 12 de setembro de 2013
estrelas de prata .....
terça-feira, 10 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Conversas velhas
Em conversas velhas de tempos antigos, Lília desencantou
esta fotografia. O pai, bomboteiro, expunha, no convés do Noruega, os bordados
que trazia na lancha: uns devidamente certificados, outros, não.
Ficámos à mesa, desfiando memórias: que nadava entre as
lanchas, com os rapazes, que o pai lhe gritava da canoa que voltasse para
casa, que aquilo não era para raparigas, que eram tempos duros, que tem
saudades, que.
Viviam ali, na babugem do mar, no Beco do
Socorro. Viviam dos navios e do que se passava à volta deles. De vez em quando, no bolso do casaco do pai, havia um chocolate, um sabonete, uma novidade. Era o luxo do mundo que entrava em casa.
Ficámos à mesa. Nós. Um pouco perdidos no navio, no olhar de marítimo do pai da Lília que tentava lembrar-se do número da licença que estava gravado na barreta.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
o cais das nossas vidas .....
A meia travessa, um encontro
inesperado no deck do Lobo Marinho ….
- Estiveste de férias?
- Sim! E tu? Foste visitar a
família?!
- Pois … tem de ser!!!
E por entre recordações de
infância e adolescência, na ilha dourada, o cais do Porto Santo: pano
de fundo para tudo o que de importante se passava nas nossas vidas naqueles
tempos em que o sal do mar se misturava com o sal da vida…. tomou conta da conversa. Trindade
Melim recordou, com um sorriso largo nos lábios e os olhos raiados de saudade,
os tempos de menino ...
- Sabes, quando chegava o barco (Maria
Cristina, Devoto, Arriaga) nós ficávamos à espera … Os homens descarregavam as
mercadorias e nós, os pequenos, se avistávamos um carro (uma corsa) livre,
pegávamos nele e ajudávamos a colocar as bagagens … Por cada carreto entre a
ponta do cais e a atual Praça do Barqueiro ganhava-se 2$50 …
- E davam mergulhos? – Perguntei, partilhando o
entusiasmo e recordando também a azáfama do velhinho cais das colunas …
- Sim. Mas não muitos!!! Os
estrangeiros eram poucos. Muito poucos!! Mas quando lá aparecia algum, um de
nós atirava uma moeda (a servir de engodo) e um grupo começava a mergulhar…
dava pouco … isso e os carretos talvez chegasse a 20 escudos … em dias bons,
claro!!!
E fomos ficando, assim os dois, nesta
conversa marinha, embalados pelo tempo que o balanço do barco sugeria….
- Um dia destes, hás de contar-me
mais coisas.
Trindade prendeu os olhos no mar.
Disse que sim.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
DE REGRESSO

Estamos de volta às Memórias das Gentes que fazem a história. Entre o Porto do Funchal, o Ultramar e os muitos países para onde os madeirenses levaram a ilha. Neste Palácio das Mercês, queremos ouvir a sua história de vida, valorizar os documentos que repousam no tempo, dentro de caixas esquecidas, entender a história do nosso arquipélago, a partir das suas lembranças, dos registos que foi fazendo.
Estamos de volta. Aqui. Venha ter connosco!
RUA DAS MERCÊS, 8
FUNCHAL
terça-feira, 13 de agosto de 2013
RAPAZES DA MERGULHANÇA OU
APANHADORES DE ESTRELAS
Eram rapazes com pele de mar. Era
miúdos a crescer na pressa dos dias, a querer participar no movimento colorido
das canoas a povoar o azul do mar.
Eram anfíbios: corriam atrás da
bola de trapos no Campo Almirante de Reis e enfiavam os corpos franzinos no
mar, como se aquele fosse também o seu lugar. E era. Eram apanhadores de
estrelas. Ora do céu. Ora do mar.
Quando o navio chegava, saltavam
para a água, da canoa ou do navio, ao encontro da moeda que os ingleses lhes atiravam. Se branca,
melhor. Dava para mais: para um almoço de meio pão com molho, para uns
cigarrinhos que ajudavam a enganar o tempo.
Alguns eram verdadeiros artistas
– desenhavam movimentos aéreos, atravessavam o navio de ponta a ponta a ponta,
apresentavam a moeda presa entre o polegar e o indicador ou entre os dedos dos
pés. E pediam palmas. E agradeciam como
os verdadeiros acrobatas. E queriam mais.
Nas canoas, outros rapazes preparavam-se:
o Anão, o Venena, o Jana e os outros, os da mergulhança. Às vezes, tentavam
fugir. Da mesma forma que fugiam da escola. Outras, eram apanhados pelo Cabo do
Mar, ou porque não tinham licença, ou porque….
Quando os barcos vinham de noite,
saltar do barco era uma aventura maior. Era como se uma estrela saltasse do céu
e descesse aos ziguezagues, no bailado prateado da maré. Tinha de ser branca.
Melhor, portanto.
Às vezes, enganavam os turistas –
talvez não se chamassem assim, nesse tempo, os senhores e as senhoras que se
embebedavam da beleza da aproximação a terra. E enfiavam a moeda – que,
efetivamente, tinham apanhado – na dobra do calção de ganga rude e pediam mais.
Desse tempo de meninice, ficaram
os restos dessa meninice que ainda se percebe nos olhos do Duílio e do Jana.
Sobrevivem à vida, às marés e às mudanças. Sobrevivem e contam, com orgulho,
como eram os tempos e as coragens, como era a vida na Rua de Santa Maria, de
que cor eram os sonhos, com que linhas se cozia o futuro.
Os outros miúdos olhavam-nos com
alguma inveja. E imitavam-nos, saltando das rochas da Barreirinha, atrás de
caricas brancas como as moedas que vinham do resto do mundo. São parte das
Gentes que fazem a Historia. Guardamos as suas Memórias, no âmbito do nosso
Projeto, no Centro de Estudos de História do Atlântico. Graças a este Projeto
de Memórias, é possível descobrir novos heróis e protagonistas da ilha, da
cidade e do porto do Funchal. Estes meninos-mar são personagens da História do
Porto. São heróis de uma cidade com o mar aos pés. Não podemos deixar que o
tempo os esqueça.
in JM: 13 de agosto
sexta-feira, 26 de julho de 2013
... os bandidos ....
A tarde de ontem estava morna .... o mar e o céu, ambos envoltos numa neblina densa e inebriante ... a baía sossegada ... a conversa recuando cada vez mais no tempo ... outras épocas, outras gentes, os bandidos!!! (da PIDE!) ....
Dona I. recorda esse tempo [maldito] … e sem sequer proferir uma palavra, sentimos a dor que as lágrimas não conseguem disfarçar. Aguardamos em silêncio... aquele silêncio que vai falando ao coração.
Dona I. vai bebericando o café, devagar ... sempre devagar .... a pressa já não mora aqui [ aos 80 anos, o tempo tem todo o tempo para oferecer] ... e vai contando a história do pai.
- era um simples carpinteiro, mas meteu-se na politica. Teve de fugir. Eu tinha apenas 2 anos. O meu irmão talvez uns 11. Era ele e mais 3. O combinado era encontrarem-se nas Cruzes, de noite e depois irem juntos para a praia onde uma canoa os levaria até a um barco que estava ao largo ... bem longe. O meu pai conseguiu. Os outros dois não.
… volta a bebericar o café ....
- Fugiu para a Espanha (não sabe mais detalhes). Recebíamos cartas com um nome espanhol [já não me lembro sequer desse nome]. Até que um dia o meu irmão mandou dizer que ia casar. Já era um homem feito. As coisas estavam mais calmas e o meu pai chegou de surpresa.
… as lágrimas deram lugar a um sorriso largo … neste recordar do momento em que olhando para o porta de casa exclamou incrédula:
- é o meu pai!!!!
A alegria durou pouco. Logo no dia seguinte a família foi visitada por um agente da PIDE. E dias depois, o pai desapareceu … desta vez …. para sempre.
terça-feira, 23 de julho de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
.... dentro de um livro .....
Dentro de um livro, perdido entre recortes e outros papéis
guardados para não se esquecer, encontrámos este documento.
Talvez valha pouco. Há de valer, pelo menos, um momento feliz (ou não) de quem, em 1930,
enfrentou o mar a bordo do Manuel Arnús.
Como este, outros
papeis andam por aí. Já pensou na(s) história(s) que este cartão encerra?
We have
found this document inside a book that was kept among other papers.
We are not
really sure about its importance but we can only guess that perhaps it is the
memory of a happy moment for the one, who in 1930, entered on board the vessel
Manuel Arnús.
We are sure
there are so many loosen papers like this one kept in old boxes and cold
attics.
Have you ever wonder how many secrets can a simple sheet of paper hold?
quarta-feira, 17 de julho de 2013
quarta-feira, 10 de julho de 2013
MADRINHA DE GUERRA...
Episódio 3: o regresso
Continuaram, porém a
corresponder-se. Quando ele voltou , levou-a
a conhecer os miradouros bonitos de Lisboa, sempre com muito respeito.
Um dia, tiveram de se recolher debaixo de uma árvore, porque começou uma chuva
de granizo, ela sacudiu-lhe o casaco
e ela entendeu que aquele rapaz se tinha
apaixonado por ela. E teve medo. E deu-lhe a entender que não.
Continuaram a encontrar-se: ele
ia buscá-la ao comboio, iam lanchar juntos a uma confeitaria, conversavam. Era
um homem ciumento, o Guerrinha, ou o Jonas. E ela não queria para si um homem
que a impedisse de olhar , de falar, de rir...
Depois, deixaram de se ver. M. G.
tinha alugado um quarto numa casa de familia. Às vezes, o telefone tocava ,
perguntava por ela e ninguem falava.
- só podia ser ele. eu não
conhecia mais ninguém.
M.G. escreveu-lhe, então, duas cartas para a casa dos pais: uma,
zangada e outra mansa. Dizia que queria ser amiga dele, que não se sentia bem
em ser uma pessoa zangada, porque lhe tinha dedicado o seu tempo. Que ele
escolhesse uma das cartas, que qualquer delas identificava a sua personalidade
e a sua maneira de pensar.
Um dia, recebe a resposta.
Pedia-lhe que o deixasse crescer, que não havia de demorar muito tempo.
Ela não gostou dessa conversa.
Ela já percebera que ele gostava dela, que tinha boa intenção, mas estar ali
tão perto e não se verem – ela que estava sozinha em Lisboa ...
Um dia, marcaram encontro no Cais
do Sodré, para irem almoçar a casa de um irmão que vivia na outra banda. Ela
inventou uma desculpa e não foi.
Veio embora para a Madeira e não
lhe disse nada. Um dia, vinha da praia, em Câmara de Lobos, viu-o. Ficou tão
atrapalhada, tão aflita, não sabia se falava ou não:
- Olhei para as Rochas do Rancho,
para o Rancho, para o Cabo Girão, passei por ele como se não o conhecesse. Ela
subiu e não voltou a olhar para trás.
Passados anos, ele casou-se, ela também.
Não sabiam um do outro.
Num 1ºde janeiro, de manhã, M. G. recebe um
telefonema. Reconheceu a voz. Era o Jonas. Olhou para cima e viu o marido na
escada. (ri) Já era casada e tinha filhos. Perguntou-lhe como tinha conseguido o seu
número de telefone. Explicou: tinha ligado para a Madeira e a mãe dela tinha
dito que ela estava no Porto .
Contou-lhe, então, que se tinha casado, que tinha 2 filhos e que
estava divorciado . Ela disse que se tinha casado também.
Se podiam voltar a ser amigos?
Não. Ele continuava a manifestar a mesma insegurança da juventude. Nunca mais
se viram.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
MADRINHA DE GUERRA o encontro
M.G. nunca teve ideia de conhecer pessoalmente o seu
afilhado. Veio a saber que os pais viviam continente, mas que
o Guerrinha tinha ligações à ilha: a mãe era madeirense e tinha
familiares aqui que a conheciam. Nunca teve a preocupação de os ir procurar.
Ele contava da sua angústia , de
uma grande preocupação de não sair de lá, vivo. Contava poucas coisas da
guerra. Ela só lhe dava apoio naquilo
que ele lhe dizia , porque não tinha muito mais para lhe dizer: não era da
terra, não conhecia a familia....mas
inventava um bocado de conversa.
A ideia era mesmo essa: conversar, entreter e dar alento.
Não assinavam o seu nome. Ela diz
não se lembrar do nome que lhe chamava. A memória, entretanto, trouxe-lho:
Jonas. Ela chamava-se MAGA ( e ela soletra). Adotaram estes nomes desde o
princípio. E até ao fim.
Um dia, M. G. recebe um aerograma do rapaz , dizendo
que vinha a Portugal, que tinha tido licença para vir ao continente e que
queria conhecê-la. Nesse tempo - e ele
já sabia disso- ela estava em Lisboa, no Centro d do Alcoitão, a fazer o curso
de Enfermagem de reabilitação. Nesse tempo, na Ortopedia Cirúrgica, a
enfermeira já conhecia bem a dor das experiências traumáticas, dos jovens
acidentados, dos traumatizado de guerra.
Pensou algumas vezes que, um
daqueles rapazes poderia ser o seu
afilhado... . E isso fazia dar-lhe mais força, para que ele se empenhasse mais
em que isso não acontecesse, que tivesse cuidado.. . Não queria pensar na
possibilidade de nunca mais receber aerogramas, talvez porque no seu intimo do intimo nunca pensou que ele
pudesse morrer....
Quando ele veio (ri), quis saber
o seu contacto, deu-lhe o número do telefone do Centro do Alcoitão, marcaram um
encontro e encontraram-se. Ela disse como é que ia vestida (ri). Lembra-se da
roupa que levava: uma sainha conzenta e um puloverzinho
branco e um casaco cor de flor de tabaibo.... era um vermelho claro,
alaranjado... forte.
Nunca tinham trocado fotografias.
Apenas palavras. Nada de intimidades. Foi
uma correspondencia muito séria.
Depois, a coisa mudou um
bocadinho. Gumercinda não foi atrás de conversas, mas o que é certo é que percebeu
que ele queria outra coisa para além da amizade.
Não aceitou o namoro, mas ele
insistiu e depois ela disse que não, que ele fosse acabar a tropa e que
conversariam quando ele voltasse.
- ele perguntou-me porquê e eu
fui bruta. Disse-lhe que, entretanto,
podia aparecer um rapaz de quem gostasse mais . Isto era para que ele me tirasse da ideia e se libertasse de mim ...
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Madrinha de guerra
Episódio 1: a intenção
M. G. tinha 26 anos e era
enfermeira no Hospital da Misericórdia. Estava a começar o trabalho que havia
de levar para a vida, uma missão que ela sabia importante, num tempo de guerras
e de vidas muitas vezes desfeitas, logo na juventude.
No Ultramar, havia rapazes a cumprir o serviço militar, rapazes da sua
rua, miúdos que vira crescer, na alegria dos caminhos. Aqui, na ilha, percebia
a angústia das mães, das namoradas, e a importância que as palavras tinham na
vida dos dois lados da pátria.
Descobriu, então, que havia
revistas que traziam pedidos de militares que queriam corresponder-se com
madrinhas de guerra. Da lista, escolheu um nome, quase ao acaso. Na verdade,
não havia nenhuma informação relativa aos rapazes, para além do nome e das
moradas Respondeu. Ofereceu-se. Ele disse que sim.
M. G. trouxe ao nosso projeto a
sua historia da guerra. A memória da primeira carta: dizia-lhe que vivia à
distância o medo que ele sentia, a solidão e o isolamento, a falta da familia,
a falta dos afetos da familia, as
incertezas da guerra.
Lembra-se desse dia. Tão bem.
Fazia o turno da noite. Era um momento de calma no hospital. O Funchal
espreguiçava-se lá em baixo....
- Caro militar..... caro
afilhado..... caro amigo.....
Se se lembra do nome?
Perfeitamente. Era o Guerrinha.
- O Guerrinha na guerra .... (ri)
Nesse tempo, não tinha muita
noção do que era aquilo. Sentia que devia ser uma coisa de muito sofrimento,
mas não tinha muito bem estruturado dentro de si o que significaria era
obrigação de ir para a África; era politíca e a politica não lhe dizia
praticamentenada. Não falavam nisso entre as raparigas. Só quem tinha
familiares no ultramar é que se interrogava, ou não. Os rapazes tinham de ir.
Pronto.
- Participei nisto de ser
madrinha de guerra por ser meio
solidária, meio maluca, meio atrevida.
Ele estava em Moçambique. Ela
aqui. Ele não era madeirense. Ela sim. Portanto, o que tinha a fazer era ouvir
os seus desabafos, dar-lhe apoio, força,
esperança num regresso onde ele ia encontrar um rio, um oasis de “pão e mel”,
de felicidade. Falava-lhe do que tinha cá, dos seus entes queridos que o
esperavam, dizia-lhe que vivesse bem,
para ser depois consolado com todos os afetos da familia e dos amigos.
[continua]
terça-feira, 2 de julho de 2013
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