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| Doação de Teresina Teixeira |
segunda-feira, 28 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Newsletter n.º 16 - 25 de Abril
História contemporânea/ imediata/ do presente.
Do presente feito passado e memória pela escrita do historiador
O historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias, essências, as mesmas referências fundamentais. Ele é pois o único que pode superar a descontinuidade fundamental que costuma existir entre o aparato intelectual, afetivo e psíquico do historiador e o dos homens e mulheres cuja história ele escrever. Para os historiadores dos tempos consumados, o conhecimento histórico é sempre uma difícil operação de tradução, sempre uma tentativa paradoxal: manifestar sobre o modo de equivalência um afastamento irredutível. Para o historiador do tempo presente, parece infinitamente menor a distância entre a compreensão que ele tem de si mesmo e a dos atores históricos, modestos ou ilustres, cujas maneiras de sentir e pensar ele reconstrói.segunda-feira, 21 de abril de 2014
O CABEIRO...
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| Manuel e a mãe - 1ª viagem à Madeira |
Manuel tinha fugido à guerra do Ultramar. Como muitos
rapazes. Guiado pela vida que lhe dizia que não, que não fosse morrer para o
Ultramar, que procurasse outro lugar… Tinha 12 anos quando partiu. Voltou mais
ou menos dois anos tarde. De vista. Para ver os pais e os irmãos que partiam,
eles também, à procura da vida, para a Venezuela.
Os anos 60 iam a meio. Manuel partira menino, regressava adulto.
A mãe reconhece-o como tal. Serve-o de vinho, como se faz a um homem…
A memória desta viagem guia-lhe a mão. Assim:
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Páscoa Feliz!
Em envelopes. Em caixas. Por entre as folhas dos livros...
Este projeto vive muito desses papéis que são guardados, para que a memória não se perca. São "documentos de mim".
Uma das nossas colaboradoras, Teresina Teixeira, guardou essas lembranças de outros eus e transformou-as em lembranças suas. Agradecemos-lhe a generosidade da partilha.
Do seu acervo... a lembrar da Páscoa e da Primavera.
É com este postal que o Projeto Memória das Gentes que fazem a História e o CEHA vos desejam uma Páscoa Feliz!
Este projeto vive muito desses papéis que são guardados, para que a memória não se perca. São "documentos de mim".
Uma das nossas colaboradoras, Teresina Teixeira, guardou essas lembranças de outros eus e transformou-as em lembranças suas. Agradecemos-lhe a generosidade da partilha.
Do seu acervo... a lembrar da Páscoa e da Primavera.
É com este postal que o Projeto Memória das Gentes que fazem a História e o CEHA vos desejam uma Páscoa Feliz!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O balamento da avó Virgínia
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| A Botica |
A avó Virgínia era muito alta, muito branca e tinha um sentido de humor muito particular. Para os outros era "A Botica", para ele era, simplesmente "a avó".
Na proximidade da Páscoa, jogavam os dois ao Balamento e inventavam formas de se surpreender:
"Eu jogava sempre com ela. Mas como ela era muito esperta, ganhava sempre. Ora se vestia de mendiga, ora mandava-me recado para a encontrar no Popular. Depois, escondia-se atrás dos homens, apontava-me o dedo e
- Balamento, Antoninho.
Um dia, chegou à nossa casa com uns saquinhos bonitos e disse à minha mãe:
- Mariazinha, trago aqui as amêndoas para os meus netos.
Meus irmãos saltaram logo de alegria, procurando o seu saco. Minha avó exclamou:
- o primeiro é o meu neto que me ganhou este ano o balamento. É para ele o saco maior.
e eu, guloso como era - e rindo da cara de inveja dos meus irmãos - abri o saco e não pensei em mais nada, ao ver aquelas amêndoas de todas as cores.
De repente, trinquei uma. dei um grito. Era uma pedra redondinha, pintada de cor-de-rosa".
(das Memórias de Augusto Sousa)
quinta-feira, 10 de abril de 2014
MAIS REMÉDIOS...
O que faz uma mulher registar num caderno escolar remédios que parecem tratar doenças: artroses, pedra no rim, problemas na pele?
Imaginamo-la a pensar que as informações - que naturalmente recebera de outros - [veja-se a expressão "uma Senhora se corou"] - podiam, um dia, vir a ser úteis...
Imaginamo-la a pensar que as informações - que naturalmente recebera de outros - [veja-se a expressão "uma Senhora se corou"] - podiam, um dia, vir a ser úteis...
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| doado por Teresina Teixeira |
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Uma lição...
quinta-feira, 3 de abril de 2014
REMÉDIOS?
Por entre papéis e recortes e fotografias que Teresina nos trouxe - manuseando cada documento com um cuidado de arqueólogo - veio um caderno [daqueles que se levava para a escola]. Lá dentro: receitas de bolos, orações, transcrições da Bíblia ou de vidas de santos, explicação de doenças, remédios caseiros. Estes, por exemplo:
DARÁ CERTO?
segunda-feira, 31 de março de 2014
histórias...
-Faltam alguns.
Augusto trouxe-nos fotografias que encontrou em gavetas e
que estuda, com a delicadeza dos seus 78 anos. Ele é o rapazinho da gravata e
mantém o olhar num horizonte que foi alargando ao longo da vida.
- Você é das poucas pessoas que gosta das minhas histórias…
E conta outras coisas que ainda não me tinha contado,
porque,
- vivo no passado, sabe?
Parece-me ser desse passado que alimenta o presente, porque
o futuro …
Estamos a construir juntos a sua história de vida que cruza
a ilha com o além-mar. E sorri, doce:
- Todos os dias agradeço a minha vida. Tive tanto amor!
terça-feira, 25 de março de 2014
Retratos
O tempo guarda-se, tantas vezes, em caixas velhas, em envelopes amarelos, em memórias que, às vezes mesmo querendo, não se pode esquecer.
Quando se revê os retratos, re-sente-se as dores e as alegrias de quem já talvez não sejamos mas daquilo que compõe- tantas vezes- a matéria do que - ainda - somos.
Quando se revê os retratos, re-sente-se as dores e as alegrias de quem já talvez não sejamos mas daquilo que compõe- tantas vezes- a matéria do que - ainda - somos.
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| Imagem doada por Joel |
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| Imagem doada por Teresina |
sábado, 22 de março de 2014
Madeira
Por ser o Dia da Poesia, ontem, recebemos estes versos, por mail. Estes e mais. Porque o autor [ou a autora] pensou em cada freguesia, em cada lugar que compõe a geografia dos afetos da Madeira. Manuel da Costa recebeu-os e enviou-os.
Agradecemos aos dois: são rimas da voz do povo. Memórias também:
Agradecemos aos dois: são rimas da voz do povo. Memórias também:
quarta-feira, 19 de março de 2014
Newsletter n.º 15 - Mulher
REESCREVER A HISTÓRIA
DA MADEIRA E DA MULHER
segunda-feira, 17 de março de 2014
16 de março 1971
De Angola para a Madeira.
De António para Maria
(...)
Este um tempo em que Portugal era também em África e que havia guerra. Contamos consigo,
caso ainda guarde a História dentro de cartas e de aerogramas que contam histórias que a História ainda não conhece. Venha ter connosco. Contacte-nos.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Vidas...
| José Nunes |
- muitas vezes, era só isso, mais nada.
Veio ter connosco, na sequência de uma conferência que fomos
fazer à Barreirinha, sobre Bombote e
Mergulhança. Tinha muitas histórias de pobreza e de mar para contar:
histórias de contrabando e de mulheres… Sabe do que fala: andou na Mergulhança como os irmãos para ganhar um
dinheirinho:
- Sempre ajudava: se
fosse bom, dava para meio pão com peixe; se não, 12 tostões só dava para pão
com molho – o molho não se pagava…
A vida de José Nunes mudou: foi taxista, teve uma loja de artefatos,
viajou… Hoje, ri-se de quem se riu dele...
segunda-feira, 10 de março de 2014
Campeões
O insular ama o mar. Vive com ele, lado a lado. Às vezes, o mar fá-lo chorar. Outras, não.
José Custódio esteve connosco já há algum tempo a contar a sua história. Foi um campeão. Tratava a água do mar e das piscinas por tu. Trouxe-nos memórias de juventude. Trouxe-nos amigos e viagens. Trouxe-nos a saudade de um tempo feliz, em que a natação fazia parte da vida. e o sucesso. e a saúde.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Dinheiros...
Por entre cartas que contam a ilha, que falam de casa, dos filhos e da saúde... chega o tempo... De 1919, num papel que o século amarelou, o dinheiro...
(...)
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| Carta gentilmente doada por Teresina Teixeira
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segunda-feira, 3 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Uma memória de amor...
Tinha 17 anos, era muito maduro, romântico, cheio de sonhos e queria abraçar o mundo. O tempo em que nasci era muito romântico e eu lia muito, apesar de ter pouca instrução: Steinbeck, Jonh dos Passos, Hemingway,Charles Dickens...
Já trabalhava como desenhista, numa fábrica de bordados... e pedi ao meu pai para me deixar ir, uma vez mais, a casa do meu amigo Carlos – que ainda hoje venero como irmão – a Vila Nova de Famalicão, no belo e verde Minho.
Ele tinha uma irmã. Não sei quando nem como senti-me apaixonado por aquela moça. Ela não era bela nem feia, mas muito esbelta, muito simpática e muito carinhosa, não só para mim como para os outros.
Lembro-me que era uma tarde quente de verão. Nós dois estávamos no terraço e, apanhando suas mãos, lhe disse que a amava com todo meu coração. Ela sorriu e me falou:
- Menino, eu sou mais velha 6 anos que você,e seria bom que voltasse para a escola e depois então falamos... Respondi que não me importava da diferença de idade, pois era o amor que eu tinha por ela.
- Será que você não sente nada por mim?
Ela, com um doce sorriso, me respondeu que me amava, mas que era um caso impossível para a época, por causa da diferença de idade. Namoramos sem ninguém ver ou saber. No meio disto, havia um senhor abastado e mais velho do que ela que queria casar e os pais dela olhavam essa possibilidade com bons olhos. Fiquei desesperado e me lembrei de um filme que tinha visto: eram dois jovens apaixonados que os pais não queriam que casassem. O nome do filme era Explendor in the grass...http://www.youtube.com/watch?v=dWDkdsZQq_c E resolvi imitar o protagonista...
Augusto Sousa.
Já trabalhava como desenhista, numa fábrica de bordados... e pedi ao meu pai para me deixar ir, uma vez mais, a casa do meu amigo Carlos – que ainda hoje venero como irmão – a Vila Nova de Famalicão, no belo e verde Minho.
Ele tinha uma irmã. Não sei quando nem como senti-me apaixonado por aquela moça. Ela não era bela nem feia, mas muito esbelta, muito simpática e muito carinhosa, não só para mim como para os outros.
Lembro-me que era uma tarde quente de verão. Nós dois estávamos no terraço e, apanhando suas mãos, lhe disse que a amava com todo meu coração. Ela sorriu e me falou:
- Menino, eu sou mais velha 6 anos que você,e seria bom que voltasse para a escola e depois então falamos... Respondi que não me importava da diferença de idade, pois era o amor que eu tinha por ela.
- Será que você não sente nada por mim?
Ela, com um doce sorriso, me respondeu que me amava, mas que era um caso impossível para a época, por causa da diferença de idade. Namoramos sem ninguém ver ou saber. No meio disto, havia um senhor abastado e mais velho do que ela que queria casar e os pais dela olhavam essa possibilidade com bons olhos. Fiquei desesperado e me lembrei de um filme que tinha visto: eram dois jovens apaixonados que os pais não queriam que casassem. O nome do filme era Explendor in the grass...http://www.youtube.com/watch?v=dWDkdsZQq_c E resolvi imitar o protagonista...
Augusto Sousa.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
"atesta por sua honra..."
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Da infância
Dentro de um envelope, uma história de vida...

“da Ponta do Pargo ao Funchal, de horário, era um amédia de 4
horas e meia a 5 horas”
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| O poço... |
“a minha infância não foi muito fácil, que tinha de
trabalhar: regar as verduras, as semilhas, o feijão”
“a bola era uma meia com panos e o brinquedo, um pião “
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