quinta-feira, 8 de maio de 2014

Outras imagens de maio

Doação de Fátima
Dentro de envelopes. Em caixas velhas de antigamente, à espera de um destino qualquer. Já sem nome. Já sem lembranças.
- Não sei quem são estas pessoas...
- Deve ser...

Ficaram as imagens que, hoje, associamos ao mês de maio. As noivas. As meninas da primeira comunhão.


Doação de Teresina Teixeira

segunda-feira, 5 de maio de 2014

IMAGENS DE MAIO

Doação de Teresina
Em maio as flores. As de antes. A juventude. que já não é. A memória. Num braçado de campo.



Doação de Manuela Cunha
E ficaram palavras velhas de um 1º maio festejado no campo, nos Pinheiros, no longe da Ponta do Sol, na inocência de raparigas e de rapazes que, juntos, festejavam a primavera.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio - Procissão do voto

maios...
Estas são Memórias das Gentes, Memórias da Cidade:
hoje, 1º de maio, cumpriu-se o voto, outra vez. A Primavera enfeitou de sol e jacarandás as ruas velhas da cidade que abriram as janelas para ver passar a Procissão. No século XVI, por ocasião da peste, as sortes caíram em São Tiago Menor. A ele cabia proteger a cidade.



Hoje, como desde essa altura, na memória das gentes que alinharam os passos atrás do andor, a frase do Guarda-mor da Saúde:

" Senhor, até aqui, guardei esta Cidade como pude; não posso mais, aqui tendes a vara, Sede vós o Guarda da Cidade."





São Tiago Menor


Foi assim esta manhã. 
 
Nas janelas... as colgaduras...

 


segunda-feira, 28 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Newsletter n.º 16 - 25 de Abril

História contemporânea/ imediata/ do presente. 

Do presente feito passado e memória pela escrita do historiador 

O historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias, essências, as mesmas referências fundamentais. Ele é pois o único que pode superar a descontinuidade fundamental que costuma existir entre o aparato intelectual, afetivo e psíquico do historiador e o dos homens e mulheres cuja história ele escrever. Para os historiadores dos tempos consumados, o conhecimento histórico é sempre uma difícil operação de tradução, sempre uma tentativa paradoxal: manifestar sobre o modo de equivalência um afastamento irredutível. Para o historiador do tempo presente, parece infinitamente menor a distância entre a compreensão que ele tem de si mesmo e a dos atores históricos, modestos ou ilustres, cujas maneiras de sentir e pensar ele reconstrói.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O CABEIRO...

Manuel e a mãe - 1ª viagem à Madeira

Manuel tinha fugido à guerra do Ultramar. Como muitos rapazes. Guiado pela vida que lhe dizia que não, que não fosse morrer para o Ultramar, que procurasse outro lugar… Tinha 12 anos quando partiu. Voltou mais ou menos dois anos tarde. De vista. Para ver os pais e os irmãos que partiam, eles também, à procura da vida, para a Venezuela.

Os anos 60 iam a meio. Manuel partira menino, regressava adulto. A mãe reconhece-o como tal. Serve-o de vinho, como se faz a um homem…

A memória desta viagem guia-lhe a mão. Assim:


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Páscoa Feliz!

Em envelopes. Em caixas. Por entre as folhas dos livros... 
 Este projeto vive muito desses papéis que são guardados, para que a memória não se perca. São "documentos de mim".
Uma das nossas colaboradoras, Teresina Teixeira, guardou essas lembranças de outros eus e transformou-as em lembranças suas. Agradecemos-lhe a generosidade da partilha.
Do seu acervo...  a lembrar da Páscoa e da Primavera.
É com este postal que o Projeto Memória das Gentes que fazem a História e o CEHA vos desejam uma Páscoa Feliz!




segunda-feira, 14 de abril de 2014

O balamento da avó Virgínia

A Botica

A avó Virgínia era muito alta, muito branca e tinha um sentido de humor muito particular. Para os outros era  "A Botica", para ele era, simplesmente "a avó".
Na proximidade da Páscoa, jogavam os dois ao Balamento e inventavam formas de se surpreender:
"Eu jogava sempre com ela. Mas como ela era muito esperta, ganhava sempre. Ora se vestia de mendiga, ora mandava-me recado para a encontrar no Popular. Depois, escondia-se atrás dos homens, apontava-me o dedo e 
- Balamento, Antoninho.  
Um dia, chegou à nossa casa  com uns saquinhos bonitos e disse à minha mãe:
- Mariazinha, trago aqui as amêndoas para os meus netos.
Meus irmãos saltaram logo de alegria, procurando o seu saco. Minha avó exclamou:
- o primeiro é o meu neto que me ganhou este ano o balamento. É para ele o saco maior.
e eu, guloso como era - e rindo da cara de inveja dos meus irmãos - abri o saco e não pensei em mais nada, ao ver aquelas amêndoas de todas as cores.
De repente, trinquei uma. dei um grito. Era uma pedra redondinha, pintada de cor-de-rosa".
(das Memórias de Augusto Sousa)
 

quinta-feira, 10 de abril de 2014

MAIS REMÉDIOS...

O que faz uma mulher registar num caderno escolar remédios que parecem tratar doenças: artroses, pedra no rim, problemas na pele?
Imaginamo-la a pensar que as informações - que naturalmente recebera de outros - [veja-se a expressão "uma Senhora se corou"] -  podiam, um dia, vir a ser úteis...
doado por Teresina Teixeira

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Uma lição...

Tudo serve para estudar... No verso do postal, uma lição de Francês... Nunca se sabe...

do acervo de Teresina Teixeira

quinta-feira, 3 de abril de 2014

REMÉDIOS?

Por entre papéis e recortes e fotografias que Teresina nos trouxe - manuseando cada documento com um cuidado de arqueólogo - veio um caderno [daqueles que se levava para a escola]. Lá dentro: receitas de bolos, orações, transcrições da Bíblia ou de vidas de santos, explicação de doenças, remédios caseiros. Estes, por exemplo:

 
DARÁ CERTO?


segunda-feira, 31 de março de 2014

histórias...


 -Faltam alguns.

Augusto trouxe-nos fotografias que encontrou em gavetas e que estuda, com a delicadeza dos seus 78 anos. Ele é o rapazinho da gravata e mantém o olhar num horizonte que foi alargando ao longo da vida.

Disse-me,

- Você é das poucas pessoas que gosta das minhas histórias…

E conta outras coisas que ainda não me tinha contado, porque,

- vivo no passado, sabe?

Parece-me ser desse passado que alimenta o presente, porque o futuro …

Estamos a construir juntos a sua história de vida que cruza a ilha com o além-mar. E sorri, doce:

- Todos os dias agradeço a minha vida. Tive tanto amor!

 

terça-feira, 25 de março de 2014

Retratos

O tempo guarda-se, tantas vezes, em caixas velhas, em envelopes amarelos, em memórias que, às vezes mesmo querendo, não se pode esquecer.
Quando se revê os retratos, re-sente-se as dores e  as alegrias de quem já talvez não sejamos mas daquilo que compõe- tantas vezes- a matéria do que - ainda - somos.
Imagem doada por Joel

Imagem doada por Teresina

Imagem doada por Teresina

CONTINUAMOS À SUA ESPERA. QUEREMOS CONTAR A SUA HISTÓRIA, ESTUDAR A CORRESPOPNDENCIA QUE FOI GUARDANDO: A DA GUERRA, A DAS MOBILIDADES. QUEREMOS FAZER DE SI UM PROTAGONISTA DA HISTÓRIA.

sábado, 22 de março de 2014

Madeira

Por ser o Dia da Poesia, ontem, recebemos estes versos, por mail.  Estes e mais. Porque o autor [ou a autora] pensou em cada freguesia, em cada lugar que compõe a geografia dos afetos da Madeira. Manuel da Costa recebeu-os e enviou-os.
Agradecemos aos dois: são rimas da voz do povo. Memórias também:



quarta-feira, 19 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

16 de março 1971

 
De Angola para a Madeira.
De António para Maria
 
 



(...)
 
 

 
Este um tempo em que Portugal era também em África e que havia guerra. Contamos consigo,
caso ainda guarde a História dentro de cartas e de aerogramas que contam histórias que a História ainda não conhece. Venha ter connosco. Contacte-nos.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Vidas...


José Nunes
José Nunes nasceu em 1940 e veio viver para a Travessa das Torres ainda menino. Naquele tempo, havia fome. Muita. A Sopa do Cardoso resolveu muitos almoços,

- muitas vezes, era só isso, mais nada.

Veio ter connosco, na sequência de uma conferência que fomos fazer à Barreirinha, sobre Bombote e Mergulhança. Tinha muitas histórias de pobreza e de mar para contar: histórias de contrabando e de mulheres… Sabe do que fala: andou na  Mergulhança como os irmãos para ganhar um dinheirinho:

- Sempre ajudava: se fosse bom, dava para meio pão com peixe; se não, 12 tostões só dava para pão com molho  – o molho não se pagava…

A vida de José Nunes mudou: foi taxista, teve uma loja de artefatos, viajou…  Hoje, ri-se de quem se riu dele...

segunda-feira, 10 de março de 2014

Campeões



O insular ama o mar. Vive com ele, lado a lado. Às vezes, o mar fá-lo chorar. Outras, não. 


 José Custódio esteve connosco já há algum tempo a contar a sua história. Foi um campeão. Tratava a água do mar e das piscinas por tu. Trouxe-nos memórias de  juventude. Trouxe-nos amigos e viagens. Trouxe-nos a saudade de um tempo feliz, em que a natação fazia parte da vida. e o sucesso. e a saúde.

 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Dinheiros...

Por entre cartas que contam a ilha, que falam de casa, dos filhos e da saúde... chega o tempo... De 1919, num papel que o século amarelou, o dinheiro...

(...)


Carta gentilmente doada por Teresina Teixeira



segunda-feira, 3 de março de 2014