quinta-feira, 12 de junho de 2014
Newsletter n.º 18: Santo António
Santo António.
Por ser junho. Porque se justifica. Porque Memória das gentes que fazem a História.
Dedicamos este número a Santo António, o que é de Lisboa e de Pádua, que é da ilha e é do povo.
sábado, 7 de junho de 2014
SANTO ANTÓNIO - Um desafio
As Memórias, esta semana, propõem um desafio:
quem se lembra das sortes, das fogueiras, das tradições dos santos?
quem se lembra das quadras?
Escreva-nos. Conte-nos as suas lembranças. Partilhe connosco fotografias do seu Santo António. Este espaço também é seu.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Faz, hoje, 50 anos...

O Manuel Alexandre foi o primeiro colaborador do Projeto Memórias. Sem reservas, abriu-nos a sua vida, como se se tratasse de um livro. Trazia o orgulho daqueles homens que, apesar de todos os medos, nunca desistiram de procurar o futuro. Embarcou menino e fez-se grande na solidão de outros lugares. Viu mudar o país que o acolheu e regressou à ilha, à procura da segurança que a África do Sul já não lhe dava. Hoje, 50 anos depois do embarque e da vontade de saltar para o cais, no momento em que o Vapor do Cabo o afastava do pai e da professora que, em terra, lhe diziam adeus, Manuel - o Cabeiro - ensina que, não obstante todos os pesares, vale a pena procurar os sonhos. A ele e, por ele, a todos os que, um dia, tiveram de partir, a homenagem das Memórias das Gentes que fazem a História.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Newsletter n.º 17: Memória de lugares ou os lugares da Memória
O conceito de “Lugares da Memória” aparece com Pierre Nora, no fim da década de 70 do século XX, com o intuito primeiro de preservar a memória nacional [leia-se francesa] e da necessidade de inventariar os lugares onde ela se encontrava presente: nas terras, nos documentos, nos símbolos, nas festas, nos monumentos, nas comemorações…
Este conceito, porém, reveste-se de um outro aspeto que não interessava muito à História: os afetos: só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica (…) só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar (…) (NORA, 1993).
É com os olhos postos nesta teoria que, nesta publicação, evocamos, hoje, um lugar da ilha que, este ano de 2014 comemora o primeiro Centenário da sua elevação a Município: Ribeira Brava.
Este conceito, porém, reveste-se de um outro aspeto que não interessava muito à História: os afetos: só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica (…) só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar (…) (NORA, 1993).
É com os olhos postos nesta teoria que, nesta publicação, evocamos, hoje, um lugar da ilha que, este ano de 2014 comemora o primeiro Centenário da sua elevação a Município: Ribeira Brava.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
... que quanto a nós, vamos bem, graças a Deus
Começa assim a carta que recebemos, por mail, de um aluno da Escola da Torre... Encontrou-a, no meio de coisas... Quis participar deste projeto em que a Memória Individual se revela essencial para compor a Memória Coletiva. As cartas de antes começavam assim. Como se se tratasse de um protocolo de escrita que mantinha a ilusão de que tudo estava bem, de que, no lado de lá, se pensava na ilha, se vivia na preocupação de quem tinha ficado. A quem nos enviou mais este exemplar, o nosso agradecimento. Continuamos à espera de mais cartas, de mais memórias, de mais documentos, de mais histórias de vida. Venha ter connosco. contacte-nos...
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Em maio... outra história
Casaram em maio de 1954, em Famalicão: Augusto António, nascido e criado no Socorro e Maria Fernanda que, no longe que distava a ilha do continente, recebia, por marido, um miúdo de 18 anos que ali chegara sozinho, cheio de sonhos e com um cacho de bananas na bagagem.
Hoje, Dia Internacional das Histórias de Vida, apresentamos um episódio desta vida. O mais significativo, talvez:
Hoje, Dia Internacional das Histórias de Vida, apresentamos um episódio desta vida. O mais significativo, talvez:
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| Casamento de Augusto e Fernanda [foto doada por Augusto Sousa] |
terça-feira, 13 de maio de 2014
Fátima, no Ultramar
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Outras imagens de maio
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| Doação de Fátima |
- Não sei quem são estas pessoas...
- Deve ser...
Ficaram as imagens que, hoje, associamos ao mês de maio. As noivas. As meninas da primeira comunhão.
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| Doação de Teresina Teixeira |
segunda-feira, 5 de maio de 2014
IMAGENS DE MAIO
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| Doação de Teresina |
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| Doação de Manuela Cunha |
quinta-feira, 1 de maio de 2014
1º de Maio - Procissão do voto
| maios... |
hoje, 1º de maio, cumpriu-se o voto, outra vez. A Primavera enfeitou de sol e jacarandás as ruas velhas da cidade que abriram as janelas para ver passar a Procissão. No século XVI, por ocasião da peste, as sortes caíram em São Tiago Menor. A ele cabia proteger a cidade.
Hoje, como desde essa altura, na memória das gentes que alinharam os passos atrás do andor, a frase do Guarda-mor da Saúde:
" Senhor, até aqui, guardei esta Cidade como pude; não posso mais, aqui tendes a vara, Sede vós o Guarda da Cidade."
| São Tiago Menor |
Foi assim esta manhã.
| Nas janelas... as colgaduras... |
segunda-feira, 28 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Newsletter n.º 16 - 25 de Abril
História contemporânea/ imediata/ do presente.
Do presente feito passado e memória pela escrita do historiador
O historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias, essências, as mesmas referências fundamentais. Ele é pois o único que pode superar a descontinuidade fundamental que costuma existir entre o aparato intelectual, afetivo e psíquico do historiador e o dos homens e mulheres cuja história ele escrever. Para os historiadores dos tempos consumados, o conhecimento histórico é sempre uma difícil operação de tradução, sempre uma tentativa paradoxal: manifestar sobre o modo de equivalência um afastamento irredutível. Para o historiador do tempo presente, parece infinitamente menor a distância entre a compreensão que ele tem de si mesmo e a dos atores históricos, modestos ou ilustres, cujas maneiras de sentir e pensar ele reconstrói.segunda-feira, 21 de abril de 2014
O CABEIRO...
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| Manuel e a mãe - 1ª viagem à Madeira |
Manuel tinha fugido à guerra do Ultramar. Como muitos
rapazes. Guiado pela vida que lhe dizia que não, que não fosse morrer para o
Ultramar, que procurasse outro lugar… Tinha 12 anos quando partiu. Voltou mais
ou menos dois anos tarde. De vista. Para ver os pais e os irmãos que partiam,
eles também, à procura da vida, para a Venezuela.
Os anos 60 iam a meio. Manuel partira menino, regressava adulto.
A mãe reconhece-o como tal. Serve-o de vinho, como se faz a um homem…
A memória desta viagem guia-lhe a mão. Assim:
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Páscoa Feliz!
Em envelopes. Em caixas. Por entre as folhas dos livros...
Este projeto vive muito desses papéis que são guardados, para que a memória não se perca. São "documentos de mim".
Uma das nossas colaboradoras, Teresina Teixeira, guardou essas lembranças de outros eus e transformou-as em lembranças suas. Agradecemos-lhe a generosidade da partilha.
Do seu acervo... a lembrar da Páscoa e da Primavera.
É com este postal que o Projeto Memória das Gentes que fazem a História e o CEHA vos desejam uma Páscoa Feliz!
Este projeto vive muito desses papéis que são guardados, para que a memória não se perca. São "documentos de mim".
Uma das nossas colaboradoras, Teresina Teixeira, guardou essas lembranças de outros eus e transformou-as em lembranças suas. Agradecemos-lhe a generosidade da partilha.
Do seu acervo... a lembrar da Páscoa e da Primavera.
É com este postal que o Projeto Memória das Gentes que fazem a História e o CEHA vos desejam uma Páscoa Feliz!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
O balamento da avó Virgínia
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| A Botica |
A avó Virgínia era muito alta, muito branca e tinha um sentido de humor muito particular. Para os outros era "A Botica", para ele era, simplesmente "a avó".
Na proximidade da Páscoa, jogavam os dois ao Balamento e inventavam formas de se surpreender:
"Eu jogava sempre com ela. Mas como ela era muito esperta, ganhava sempre. Ora se vestia de mendiga, ora mandava-me recado para a encontrar no Popular. Depois, escondia-se atrás dos homens, apontava-me o dedo e
- Balamento, Antoninho.
Um dia, chegou à nossa casa com uns saquinhos bonitos e disse à minha mãe:
- Mariazinha, trago aqui as amêndoas para os meus netos.
Meus irmãos saltaram logo de alegria, procurando o seu saco. Minha avó exclamou:
- o primeiro é o meu neto que me ganhou este ano o balamento. É para ele o saco maior.
e eu, guloso como era - e rindo da cara de inveja dos meus irmãos - abri o saco e não pensei em mais nada, ao ver aquelas amêndoas de todas as cores.
De repente, trinquei uma. dei um grito. Era uma pedra redondinha, pintada de cor-de-rosa".
(das Memórias de Augusto Sousa)
quinta-feira, 10 de abril de 2014
MAIS REMÉDIOS...
O que faz uma mulher registar num caderno escolar remédios que parecem tratar doenças: artroses, pedra no rim, problemas na pele?
Imaginamo-la a pensar que as informações - que naturalmente recebera de outros - [veja-se a expressão "uma Senhora se corou"] - podiam, um dia, vir a ser úteis...
Imaginamo-la a pensar que as informações - que naturalmente recebera de outros - [veja-se a expressão "uma Senhora se corou"] - podiam, um dia, vir a ser úteis...
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| doado por Teresina Teixeira |
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Uma lição...
quinta-feira, 3 de abril de 2014
REMÉDIOS?
Por entre papéis e recortes e fotografias que Teresina nos trouxe - manuseando cada documento com um cuidado de arqueólogo - veio um caderno [daqueles que se levava para a escola]. Lá dentro: receitas de bolos, orações, transcrições da Bíblia ou de vidas de santos, explicação de doenças, remédios caseiros. Estes, por exemplo:
DARÁ CERTO?
segunda-feira, 31 de março de 2014
histórias...
-Faltam alguns.
Augusto trouxe-nos fotografias que encontrou em gavetas e
que estuda, com a delicadeza dos seus 78 anos. Ele é o rapazinho da gravata e
mantém o olhar num horizonte que foi alargando ao longo da vida.
- Você é das poucas pessoas que gosta das minhas histórias…
E conta outras coisas que ainda não me tinha contado,
porque,
- vivo no passado, sabe?
Parece-me ser desse passado que alimenta o presente, porque
o futuro …
Estamos a construir juntos a sua história de vida que cruza
a ilha com o além-mar. E sorri, doce:
- Todos os dias agradeço a minha vida. Tive tanto amor!
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