segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Setembro [ainda]...

Setembro é [ainda] tempo de ser nómada... de se deixar levar por aí...
No [nosso] baú encontramos um velho postal do Hawaii



cedido por Teresina Teixeira

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

regressos de Setembro

Terminaram as férias grandes... estamos, pois, de regresso...
E, já que depois da vindima se arrumam os livros e os cadernos, veio-nos à lembrança um velho livro de leitura da 4ª classe... e deixamos aqui as memórias da sala de aula e do pátio do recreio ....
Aproveitamos para vos lançar um desafio: conte-nos como foi!










Partilhe connosco as suas lembranças da escola.....vá lá!!

quinta-feira, 10 de julho de 2014

No Porto Santo

São memórias velhas, memórias de um tempo em que o verão significava (também) Porto Santo. à descoberta do passado, na Casa da Serra ainda, há objetos que nos falam de um tempo-outro, um tempo de pobrezas maiores.
Apenas para lembrar, um registo: nas casas de salão, no por dentro da ilha, o tabique de palha separa o quarto de dormir do resto da casa. Assim:
Pormenor da Casa da Serra, Porto Santo

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Outras coisas...

Voltamos. Andamos a finalizar outras memórias... Numa paragem necessária, descobrimos um outro lugar de nós, do passado que vivemos.
Na Casa da Serra, do Porto Santo, por entre objetos e palavras, por entre coisas que o tempo tornou peças de museu, alguns retratos. Apenas. Para que nunca nos esqueçamos do que éramos, daquilo que compunha as nossas casas, não há muitos anos atrás...





sexta-feira, 27 de junho de 2014

Newsletter 19 - O Deve e o Haver

Podia ser o Projeto de uma vida. Podia ser o Projeto do Centro de Estudos de História do Atlântico. Podia ser o Projeto de uma Região que, nos últimos tempos, tem tido o estigma de viver às custas do continente, das suas receitas e transferências. Podia ser uma mera apresentação de valores – ou da falta deles – suscetível de explicar as [nem sempre fáceis] relações financeiras entre o Senhorio / a Coroa / o Estado e a Colónia / Região /Arquipélago Adjacente / Região Autónoma da Madeira. Este Projeto é, contudo, muito mais do que isso. São cerca de 10.000 páginas reunidas em 13 volumes agrupados em 4 coleções que apresentam um estudo sério sobre História, Economia, Política e Literatura do Arquipélago da Madeira, na sua relação consigo, com a Metrópole e com o Mundo que, a partir dele se foi descobrindo, conquistando e com quem, ao longo do tempo, se foram tecendo relações de ordem vária, em que as questões financeiras estão sempre presentes. Nesta conformidade, o caminho do nosso trabalho foi definido com o objetivo principal de se criarem as condições para um debate sério sobre as relações financeiras entre a Região e o Estado, trazendo o discurso histórico para o debate, percebendo a postura dos madeirenses, as atitudes do Estado, em momentos de desespero ou de crises, a preocupação do Estado, com o progresso e melhoria das condições de vida das populações e as próprias questões do deve e haver. Por outro lado, e como tem sido apanágio deste Centro de Estudos de História do Atlântico, foi nossa intenção construir um repositório documental e estatístico em formato digital, que, estando disponível, abra as portas para que outros investigadores possam desenvolver novos trabalhos.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Newsletter n.º 18: Santo António

Santo António. Por ser junho. Porque se justifica. Porque Memória das gentes que fazem a História. Dedicamos este número a Santo António, o que é de Lisboa e de Pádua, que é da ilha e é do povo.

sábado, 7 de junho de 2014

SANTO ANTÓNIO - Um desafio

Já começaram as Trezenas... Prepara-se a Festa do Santo padroeiro  dos pobres, dos oprimidos, das moças casadoiras, das coisas que não se encontram...
As Memórias, esta semana, propõem um desafio:
quem se lembra das sortes, das fogueiras, das tradições dos santos?
quem se lembra das quadras?


 Escreva-nos. Conte-nos as suas lembranças. Partilhe connosco fotografias do seu Santo António. Este espaço também é seu.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

CRIANÇAS...

Apenas para lembrar... crianças que já não o são...

(Fotografias doadas por Teresina Teixeira)







sexta-feira, 30 de maio de 2014

Faz, hoje, 50 anos...






O Manuel Alexandre foi o primeiro colaborador do Projeto Memórias. Sem reservas, abriu-nos a sua vida, como se se tratasse de um livro. Trazia o orgulho daqueles homens que, apesar de todos os medos, nunca desistiram de procurar o futuro. Embarcou menino e fez-se grande na solidão de outros lugares. Viu mudar o país que o acolheu e regressou à ilha, à procura da segurança que a África do Sul já não lhe dava. Hoje, 50 anos depois do embarque e da vontade de saltar para o cais, no momento em que o Vapor do Cabo o afastava do pai e da professora que, em terra, lhe diziam adeus, Manuel - o Cabeiro - ensina que, não obstante todos os pesares, vale a pena procurar os sonhos. A ele e, por ele, a todos os que, um dia, tiveram de partir, a homenagem das Memórias das Gentes que fazem a História.  

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Newsletter n.º 17: Memória de lugares ou os lugares da Memória

O conceito de “Lugares da Memória” aparece com Pierre Nora, no fim da década de 70 do século XX, com o intuito primeiro de preservar a memória nacional [leia-se francesa] e da necessidade de inventariar os lugares onde ela se encontrava presente: nas terras, nos documentos, nos símbolos, nas festas, nos monumentos, nas comemorações…
Este conceito, porém, reveste-se de um outro aspeto que  não interessava muito à História: os afetos: só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica (…) só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar (…) (NORA, 1993).
É com os olhos postos nesta teoria que, nesta publicação, evocamos, hoje, um lugar da ilha que, este ano de 2014 comemora o primeiro Centenário da sua elevação a Município: Ribeira Brava.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

... que quanto a nós, vamos bem, graças a Deus


Começa assim a carta que recebemos, por mail, de um aluno da Escola da Torre... Encontrou-a, no meio de coisas... Quis participar deste projeto em que a Memória Individual se revela essencial para compor a Memória Coletiva. As cartas de antes começavam assim. Como se se tratasse de um protocolo de escrita que mantinha a ilusão de que tudo estava bem, de que, no lado de lá, se pensava na ilha, se vivia na preocupação de quem tinha ficado. A quem nos enviou mais este exemplar, o nosso agradecimento. Continuamos à espera de mais cartas, de mais memórias, de mais documentos, de mais histórias de vida. Venha ter connosco. contacte-nos...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Em maio... outra história

Casaram em maio de 1954, em Famalicão: Augusto António, nascido e criado no Socorro e Maria Fernanda que, no longe que distava a ilha do continente, recebia, por marido,  um miúdo de 18 anos que ali chegara sozinho, cheio de sonhos e com um cacho  de bananas na bagagem.
Hoje, Dia Internacional das Histórias de Vida, apresentamos um episódio desta vida. O mais significativo, talvez:

 
Casamento de Augusto e Fernanda [foto doada por Augusto Sousa]
 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Fátima, no Ultramar

 
 
 
 
Em maio, no Ultramar, a devoção a Nossa Senhora também se fazia sentir. António, em Angola, fazia-se fotografar, na capela e mandava à sua namorada - ou madrinha, ou noiva - esta memória da saudade:



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Outras imagens de maio

Doação de Fátima
Dentro de envelopes. Em caixas velhas de antigamente, à espera de um destino qualquer. Já sem nome. Já sem lembranças.
- Não sei quem são estas pessoas...
- Deve ser...

Ficaram as imagens que, hoje, associamos ao mês de maio. As noivas. As meninas da primeira comunhão.


Doação de Teresina Teixeira

segunda-feira, 5 de maio de 2014

IMAGENS DE MAIO

Doação de Teresina
Em maio as flores. As de antes. A juventude. que já não é. A memória. Num braçado de campo.



Doação de Manuela Cunha
E ficaram palavras velhas de um 1º maio festejado no campo, nos Pinheiros, no longe da Ponta do Sol, na inocência de raparigas e de rapazes que, juntos, festejavam a primavera.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio - Procissão do voto

maios...
Estas são Memórias das Gentes, Memórias da Cidade:
hoje, 1º de maio, cumpriu-se o voto, outra vez. A Primavera enfeitou de sol e jacarandás as ruas velhas da cidade que abriram as janelas para ver passar a Procissão. No século XVI, por ocasião da peste, as sortes caíram em São Tiago Menor. A ele cabia proteger a cidade.



Hoje, como desde essa altura, na memória das gentes que alinharam os passos atrás do andor, a frase do Guarda-mor da Saúde:

" Senhor, até aqui, guardei esta Cidade como pude; não posso mais, aqui tendes a vara, Sede vós o Guarda da Cidade."





São Tiago Menor


Foi assim esta manhã. 
 
Nas janelas... as colgaduras...

 


segunda-feira, 28 de abril de 2014

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Newsletter n.º 16 - 25 de Abril

História contemporânea/ imediata/ do presente. 

Do presente feito passado e memória pela escrita do historiador 

O historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias, essências, as mesmas referências fundamentais. Ele é pois o único que pode superar a descontinuidade fundamental que costuma existir entre o aparato intelectual, afetivo e psíquico do historiador e o dos homens e mulheres cuja história ele escrever. Para os historiadores dos tempos consumados, o conhecimento histórico é sempre uma difícil operação de tradução, sempre uma tentativa paradoxal: manifestar sobre o modo de equivalência um afastamento irredutível. Para o historiador do tempo presente, parece infinitamente menor a distância entre a compreensão que ele tem de si mesmo e a dos atores históricos, modestos ou ilustres, cujas maneiras de sentir e pensar ele reconstrói.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O CABEIRO...

Manuel e a mãe - 1ª viagem à Madeira

Manuel tinha fugido à guerra do Ultramar. Como muitos rapazes. Guiado pela vida que lhe dizia que não, que não fosse morrer para o Ultramar, que procurasse outro lugar… Tinha 12 anos quando partiu. Voltou mais ou menos dois anos tarde. De vista. Para ver os pais e os irmãos que partiam, eles também, à procura da vida, para a Venezuela.

Os anos 60 iam a meio. Manuel partira menino, regressava adulto. A mãe reconhece-o como tal. Serve-o de vinho, como se faz a um homem…

A memória desta viagem guia-lhe a mão. Assim:


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Páscoa Feliz!

Em envelopes. Em caixas. Por entre as folhas dos livros... 
 Este projeto vive muito desses papéis que são guardados, para que a memória não se perca. São "documentos de mim".
Uma das nossas colaboradoras, Teresina Teixeira, guardou essas lembranças de outros eus e transformou-as em lembranças suas. Agradecemos-lhe a generosidade da partilha.
Do seu acervo...  a lembrar da Páscoa e da Primavera.
É com este postal que o Projeto Memória das Gentes que fazem a História e o CEHA vos desejam uma Páscoa Feliz!