Faz anos, por esta altura. Setembro já cheirava a escola e a livros novos e as uvas perfumavam o ar de doçuras. Recomeçamos, aqui, os nossos trabalhos, a nossa procura de escritas do eu e de histórias de vidas das gentes que construíram esta terra que somos.
É de lembranças, esta Newsletter. É de setembros… deste e de outros, os que o tempo guardou e de alguns dos quais, hoje, daremos conta, com o simples propósito de não os deixar esquecer.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Setembro [ainda]...
Setembro é [ainda] tempo de ser nómada... de se deixar levar por aí...
No [nosso] baú encontramos um velho postal do Hawaii
No [nosso] baú encontramos um velho postal do Hawaii
cedido por Teresina Teixeira
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
regressos de Setembro
Terminaram as férias grandes... estamos, pois, de regresso...
E, já que depois da vindima se arrumam os livros e os cadernos, veio-nos à lembrança um velho livro de leitura da 4ª classe... e deixamos aqui as memórias da sala de aula e do pátio do recreio ....
Aproveitamos para vos lançar um desafio: conte-nos como foi!
Partilhe connosco as suas lembranças da escola.....vá lá!!
E, já que depois da vindima se arrumam os livros e os cadernos, veio-nos à lembrança um velho livro de leitura da 4ª classe... e deixamos aqui as memórias da sala de aula e do pátio do recreio ....
Aproveitamos para vos lançar um desafio: conte-nos como foi!
Partilhe connosco as suas lembranças da escola.....vá lá!!
quinta-feira, 10 de julho de 2014
No Porto Santo
São memórias velhas, memórias de um tempo em que o verão significava (também) Porto Santo. à descoberta do passado, na Casa da Serra ainda, há objetos que nos falam de um tempo-outro, um tempo de pobrezas maiores.
Apenas para lembrar, um registo: nas casas de salão, no por dentro da ilha, o tabique de palha separa o quarto de dormir do resto da casa. Assim:
Apenas para lembrar, um registo: nas casas de salão, no por dentro da ilha, o tabique de palha separa o quarto de dormir do resto da casa. Assim:
| Pormenor da Casa da Serra, Porto Santo |
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Outras coisas...
Voltamos. Andamos a finalizar outras memórias... Numa paragem necessária, descobrimos um outro lugar de nós, do passado que vivemos.
Na Casa da Serra, do Porto Santo, por entre objetos e palavras, por entre coisas que o tempo tornou peças de museu, alguns retratos. Apenas. Para que nunca nos esqueçamos do que éramos, daquilo que compunha as nossas casas, não há muitos anos atrás...
Na Casa da Serra, do Porto Santo, por entre objetos e palavras, por entre coisas que o tempo tornou peças de museu, alguns retratos. Apenas. Para que nunca nos esqueçamos do que éramos, daquilo que compunha as nossas casas, não há muitos anos atrás...
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Newsletter 19 - O Deve e o Haver
Podia ser o Projeto de uma vida. Podia ser o Projeto do Centro de Estudos de História do Atlântico. Podia ser o Projeto de uma Região que, nos últimos tempos, tem tido o estigma de viver às custas do continente, das suas receitas e transferências. Podia ser uma mera apresentação de valores – ou da falta deles – suscetível de explicar as [nem sempre fáceis] relações financeiras entre o Senhorio / a Coroa / o Estado e a Colónia / Região /Arquipélago Adjacente / Região Autónoma da Madeira.
Este Projeto é, contudo, muito mais do que isso. São cerca de 10.000 páginas reunidas em 13 volumes agrupados em 4 coleções que apresentam um estudo sério sobre História, Economia, Política e Literatura do Arquipélago da Madeira, na sua relação consigo, com a Metrópole e com o Mundo que, a partir dele se foi descobrindo, conquistando e com quem, ao longo do tempo, se foram tecendo relações de ordem vária, em que as questões financeiras estão sempre presentes.
Nesta conformidade, o caminho do nosso trabalho foi definido com o objetivo principal de se criarem as condições para um debate sério sobre as relações financeiras entre a Região e o Estado, trazendo o discurso histórico para o debate, percebendo a postura dos madeirenses, as atitudes do Estado, em momentos de desespero ou de crises, a preocupação do Estado, com o progresso e melhoria das condições de vida das populações e as próprias questões do deve e haver.
Por outro lado, e como tem sido apanágio deste Centro de Estudos de História do Atlântico, foi nossa intenção construir um repositório documental e estatístico em formato digital, que, estando disponível, abra as portas para que outros investigadores possam desenvolver novos trabalhos.
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Newsletter n.º 18: Santo António
Santo António.
Por ser junho. Porque se justifica. Porque Memória das gentes que fazem a História.
Dedicamos este número a Santo António, o que é de Lisboa e de Pádua, que é da ilha e é do povo.
sábado, 7 de junho de 2014
SANTO ANTÓNIO - Um desafio
As Memórias, esta semana, propõem um desafio:
quem se lembra das sortes, das fogueiras, das tradições dos santos?
quem se lembra das quadras?
Escreva-nos. Conte-nos as suas lembranças. Partilhe connosco fotografias do seu Santo António. Este espaço também é seu.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Faz, hoje, 50 anos...

O Manuel Alexandre foi o primeiro colaborador do Projeto Memórias. Sem reservas, abriu-nos a sua vida, como se se tratasse de um livro. Trazia o orgulho daqueles homens que, apesar de todos os medos, nunca desistiram de procurar o futuro. Embarcou menino e fez-se grande na solidão de outros lugares. Viu mudar o país que o acolheu e regressou à ilha, à procura da segurança que a África do Sul já não lhe dava. Hoje, 50 anos depois do embarque e da vontade de saltar para o cais, no momento em que o Vapor do Cabo o afastava do pai e da professora que, em terra, lhe diziam adeus, Manuel - o Cabeiro - ensina que, não obstante todos os pesares, vale a pena procurar os sonhos. A ele e, por ele, a todos os que, um dia, tiveram de partir, a homenagem das Memórias das Gentes que fazem a História.
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Newsletter n.º 17: Memória de lugares ou os lugares da Memória
O conceito de “Lugares da Memória” aparece com Pierre Nora, no fim da década de 70 do século XX, com o intuito primeiro de preservar a memória nacional [leia-se francesa] e da necessidade de inventariar os lugares onde ela se encontrava presente: nas terras, nos documentos, nos símbolos, nas festas, nos monumentos, nas comemorações…
Este conceito, porém, reveste-se de um outro aspeto que não interessava muito à História: os afetos: só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica (…) só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar (…) (NORA, 1993).
É com os olhos postos nesta teoria que, nesta publicação, evocamos, hoje, um lugar da ilha que, este ano de 2014 comemora o primeiro Centenário da sua elevação a Município: Ribeira Brava.
Este conceito, porém, reveste-se de um outro aspeto que não interessava muito à História: os afetos: só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica (…) só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar (…) (NORA, 1993).
É com os olhos postos nesta teoria que, nesta publicação, evocamos, hoje, um lugar da ilha que, este ano de 2014 comemora o primeiro Centenário da sua elevação a Município: Ribeira Brava.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
... que quanto a nós, vamos bem, graças a Deus
Começa assim a carta que recebemos, por mail, de um aluno da Escola da Torre... Encontrou-a, no meio de coisas... Quis participar deste projeto em que a Memória Individual se revela essencial para compor a Memória Coletiva. As cartas de antes começavam assim. Como se se tratasse de um protocolo de escrita que mantinha a ilusão de que tudo estava bem, de que, no lado de lá, se pensava na ilha, se vivia na preocupação de quem tinha ficado. A quem nos enviou mais este exemplar, o nosso agradecimento. Continuamos à espera de mais cartas, de mais memórias, de mais documentos, de mais histórias de vida. Venha ter connosco. contacte-nos...
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Em maio... outra história
Casaram em maio de 1954, em Famalicão: Augusto António, nascido e criado no Socorro e Maria Fernanda que, no longe que distava a ilha do continente, recebia, por marido, um miúdo de 18 anos que ali chegara sozinho, cheio de sonhos e com um cacho de bananas na bagagem.
Hoje, Dia Internacional das Histórias de Vida, apresentamos um episódio desta vida. O mais significativo, talvez:
Hoje, Dia Internacional das Histórias de Vida, apresentamos um episódio desta vida. O mais significativo, talvez:
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| Casamento de Augusto e Fernanda [foto doada por Augusto Sousa] |
terça-feira, 13 de maio de 2014
Fátima, no Ultramar
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Outras imagens de maio
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| Doação de Fátima |
- Não sei quem são estas pessoas...
- Deve ser...
Ficaram as imagens que, hoje, associamos ao mês de maio. As noivas. As meninas da primeira comunhão.
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| Doação de Teresina Teixeira |
segunda-feira, 5 de maio de 2014
IMAGENS DE MAIO
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| Doação de Teresina |
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| Doação de Manuela Cunha |
quinta-feira, 1 de maio de 2014
1º de Maio - Procissão do voto
| maios... |
hoje, 1º de maio, cumpriu-se o voto, outra vez. A Primavera enfeitou de sol e jacarandás as ruas velhas da cidade que abriram as janelas para ver passar a Procissão. No século XVI, por ocasião da peste, as sortes caíram em São Tiago Menor. A ele cabia proteger a cidade.
Hoje, como desde essa altura, na memória das gentes que alinharam os passos atrás do andor, a frase do Guarda-mor da Saúde:
" Senhor, até aqui, guardei esta Cidade como pude; não posso mais, aqui tendes a vara, Sede vós o Guarda da Cidade."
| São Tiago Menor |
Foi assim esta manhã.
| Nas janelas... as colgaduras... |
segunda-feira, 28 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Newsletter n.º 16 - 25 de Abril
História contemporânea/ imediata/ do presente.
Do presente feito passado e memória pela escrita do historiador
O historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias, essências, as mesmas referências fundamentais. Ele é pois o único que pode superar a descontinuidade fundamental que costuma existir entre o aparato intelectual, afetivo e psíquico do historiador e o dos homens e mulheres cuja história ele escrever. Para os historiadores dos tempos consumados, o conhecimento histórico é sempre uma difícil operação de tradução, sempre uma tentativa paradoxal: manifestar sobre o modo de equivalência um afastamento irredutível. Para o historiador do tempo presente, parece infinitamente menor a distância entre a compreensão que ele tem de si mesmo e a dos atores históricos, modestos ou ilustres, cujas maneiras de sentir e pensar ele reconstrói.segunda-feira, 21 de abril de 2014
O CABEIRO...
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| Manuel e a mãe - 1ª viagem à Madeira |
Manuel tinha fugido à guerra do Ultramar. Como muitos
rapazes. Guiado pela vida que lhe dizia que não, que não fosse morrer para o
Ultramar, que procurasse outro lugar… Tinha 12 anos quando partiu. Voltou mais
ou menos dois anos tarde. De vista. Para ver os pais e os irmãos que partiam,
eles também, à procura da vida, para a Venezuela.
Os anos 60 iam a meio. Manuel partira menino, regressava adulto.
A mãe reconhece-o como tal. Serve-o de vinho, como se faz a um homem…
A memória desta viagem guia-lhe a mão. Assim:
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