Às vezes, era uma aventura; muitas vezes, desespero...
Às vezes, dava certo; outras vezes, eram apanhados e presos...
Às vezes, valia a pena; outras...
terça-feira, 24 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Afinal, não era o El-Dorado
Tinha quinze anos quando se casou. O noivo regressou para a Venezuela onde vivia desde criança, deixando-a menina casada, sob o olhar dos pais, dos sogros e das gentes da freguesia.
Havia de regressar dois anos depois, para a vir buscar...
Havia de regressar dois anos depois, para a vir buscar...
Foram no Santa Maria. Custou-lhe a despedida da mãe e das
irmãs que ficaram na ilha, mas foi contente... Nunca tinha vista uma coisa assim. Refere-se ao barco: às
salas de baile, as piscinas. Sabiam que, nos outros andares havia festas. Eles, porém, em Terceira classe, falavam da vida, das dificuldades, da esperança.
Quando Ermelinda chegou a Caracas , ficou “chocada”. A vida era dura, as condições precárias, viviam com outras pessoas, na mesma casa. A Venezuela, afinal, não era o El-Dorado...
Naquela altura, porém, os emigrantes ajudavam-se muito uns aos
outros. Chegavam lá sem dinheiro mas havia sempre quem estivesse disposto a
ajudar, a dar sociedade num negócio para possibilitar começar a vida. E recomeçar. No duro.
Teve muitos filhos. Muita vontade de regressar. A sua casa era na ilha.
Chama-se Ermelinda. E tem ainda a força da vida. É uma das nossas colaboradoras do Projeto Memórias...
Teve muitos filhos. Muita vontade de regressar. A sua casa era na ilha.
Chama-se Ermelinda. E tem ainda a força da vida. É uma das nossas colaboradoras do Projeto Memórias...
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| A última viagem. A de regresso. |
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
As Fronteiras da Mobilidade
Nos dias 12 e 13 de novembro estivemos a debater as Fronteiras da Mobilidade ... as portas estiveram abertas ...
fica aqui o registo de alguns momentos
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Colóquio : As fronteiras da Mobilidade
Dias 12 ( amanhã) e 13 de novembro, com início às 9.30h, no CEHA, Rua das Mercês, n.º 8
A ENTRADA É LIVRE
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Newsletter 36. Mobilidades
"Na fronteira das mobilidades, naquele lugar exato onde o partir e o chegar se encontram, num tempo presente, com representações do passado e uma vontade imensa de futuro, mora a vida de tantos homens e de tantas mulheres que, um dia, saíram da sua terra, em busca de uma vida melhor."
No CEHA, dias 12 e 13 de novembro, com entrada livre a todo o público interessado, debateremos questões de mobilidades, de fronteiras – naturais, reais ou imaginárias; refletir-se-á sobre os novos conceitos que emergem do (des)equilíbrio entre migrantes e nativos, nas implicações que a (in)constante mobilidade vem trazer para o espaço geográfico, social, cultural e literário. Falar-se-á de memórias transfronteiriças, de escritas, de imigrantes, de doentes, de linguística, de saudade e de ilha(s).
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
A Casa do Penedo
A porta está sempre aberta ... entrámos .... o mirante tirou-nos a respiração ... deixámos-nos ficar ... assim... sem mais nada ... a ouvir o que o tempo tem guardado ... a sentir o murmurar do basalto ... o muralhar do mar lá ao fundo .. a ravina envolta numa espécie de algodão doce ... as quedas de água rebeldes e o vento manso que desce serra abaixo ...
... e depois ... depois dêmos tempo ao tempo ... e ouvimos o que Beatriz Silva e Manuel Rodrigues têm para contar ... são eles os guardiões da Casa do Penedo...
... porque a casa é o nosso canto do mundo ...
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
é tempo de tapar o vinho
Ontem fomos para o Norte . O sol brilhava desembaraçado.As folhas da vinha já perderam a sua cor vinhática, fazendo lembrar que a vindima terminou já e que, em breve, será tempo de preparar de novo as parreiras.
Na adega da Casa do Penedo, várias pipas alinhadas guardavam com candura o vinho tratado pelas mãos de quem sabe .... estamos na primeira lua minguante de novembro. É tempo de tapar o vinho.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
ainda se lembram?
.....ontem foi dia de Pão-Por-Deus ... e de repente, as cascas das nozes transformaram-se em grilinhos...
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
POR FALAR EM INVEJIDADE...
Estamos dentro da cidade. As portas abrem-nos histórias de outras arquiteturas.
Espreitamos. Não resistimos a olhar para dentro das coisas.
No alto da escadaria ...
porque ...«que las hay, las hay...»
Espreitamos. Não resistimos a olhar para dentro das coisas.
No alto da escadaria ...
porque ...«que las hay, las hay...»
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Por causa da invejidade...
É termo bem característico madeirense - a invejidade, significando a inveja mal reprimida, encapotada, que moe e ginga, repiza e muito gira, a lançar mão de todos os meios para se alastrar, procurando anular a sombra que a escurece e molesta, umida e fria, infiltrante, deprimindo o que é alheio, a roçar-se a esquina, para realização dos seus fins. É a inveja dinâmica, sem sentido, nem direcção, impando uma coragem embexigada pela vacina do medo.
A. A. Sarmento (1944)
... uma cruzinha de alecrim...
... e uma reza:
... eu te curo de olhado mal
invejado e emprezado, em o nome que o padre te poz na pia,
com o nome de Deus e da
Virge-Maria e das tres pessoas da
Santissima Trindade. Se está mal invejada, no seu comer, ou no seu beber, no seu vestir, no seu calçar, no
seu ter, na sua
boniteza, na sua formosura (...)
.. .na sua gordura, no seu andar;
quem invejou com mau mado não torne a invejar. Arrebenta-te,
cão, vae-te p'ra o inferno. Alecrim verde,
que nasce no campo, tirae
este mal e este
quebranto. Home bom,
mulher irada, palhas aguadas, por onde este mal entrou por lá sáia. Credo, tres vezes credo, arrebenta cão nas profundas do inferno. (SARMENTO, 1912:114-115).
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
.... uma exposição a não perder!!!!
... e ontem o Projecto Memória das Gentes que Fazem História esteve na abertura da Exposição Documental e de Equipamento, integrada nas Jornadas do Tribunal Judicial da Comarca da Madeira.
Recomendamos!!! Venha ao Museu Casa da Luz e deixe-se recuar no tempo ... observe e aprecie peças e documentos guardados pelas mãos e pelo carinho de Teresina Teixeira.
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
relembrando Sérgio Borges
..... tropeçamos há dias numa caixa de fotografias ... e, de repente, reconhecemos algumas caras que animavam as noites da Madeira ...
( em jeito de homenagem a Sérgio Borges)
( foto coleção privada de H.F)
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Newsletter 35. Poios…
Imagem da ilha da Madeira, os poios são um traço definidor da paisagem agrícola. Esculpidos nas montanhas, desenhos [quase lineares] de basalto sustêm as terras, separam as culturas, organizam o olhar e a propriedade.
Raimundo Quintal descreve-os como “imensas escadarias” construídas por artistas anónimos que pacientemente aparelharam os blocos de rocha vulcânica, levantando muros capazes de (…) suportar solos férteis e de impedir a sua erosão”; chama-lhes “tabuleiros” que dão frutos e hortaliças. Para o visitante, os socalcos enverdecem, assim, as montanhas e atenuam-lhes a bruteza, adoçam as penedias basálticas das serras, são objeto de admiração, na medida em que revelam a coragem do ilhéu, do vilão, para conquistar o abismo, a palmo: “ o vilão tem calos nos pés”, escreve Ernesto Leal. Propomos, assim, um olhar sobre o poio. Ou os poios.
Propomos abrir debates. Fazer perguntas. Propomos perceber a relação da paisagem com o homem, com a sua forma de ser e de entender o mundo e as coisas. Propomos ver a forma como o poio se escreve na literatura, o que dele dizem os estrangeiros. E como define [se é que define] os ilhéus que somos.
Raimundo Quintal descreve-os como “imensas escadarias” construídas por artistas anónimos que pacientemente aparelharam os blocos de rocha vulcânica, levantando muros capazes de (…) suportar solos férteis e de impedir a sua erosão”; chama-lhes “tabuleiros” que dão frutos e hortaliças. Para o visitante, os socalcos enverdecem, assim, as montanhas e atenuam-lhes a bruteza, adoçam as penedias basálticas das serras, são objeto de admiração, na medida em que revelam a coragem do ilhéu, do vilão, para conquistar o abismo, a palmo: “ o vilão tem calos nos pés”, escreve Ernesto Leal. Propomos, assim, um olhar sobre o poio. Ou os poios.
Propomos abrir debates. Fazer perguntas. Propomos perceber a relação da paisagem com o homem, com a sua forma de ser e de entender o mundo e as coisas. Propomos ver a forma como o poio se escreve na literatura, o que dele dizem os estrangeiros. E como define [se é que define] os ilhéus que somos.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
longe mas perto ...
um passeio de amigos algures nas serras da Madeira ... a fotografia do grupo para mais tarde recordar ... e um carta que se lê para que aquele que está longe lutando pela Pátria no Ultramar esteja também ali ... longe mas perto ... no aconchego do coração ....
(foto de colecção particular de H.F)
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Futuro e Passado
José Camacho trouxe-nos memórias. A Venezuela era um lugar de se estar, um lugar de futuros, um lugar onde se acreditava ser possível ser feliz...
Olha para as fotografias e para os postais que trouxe na mala... Trazem a nostalgia.
Agora, porém, a Venezuela é, para ele, um lugar de passados... Nada mais.
Olha para as fotografias e para os postais que trouxe na mala... Trazem a nostalgia.
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| Na Venezuela... (foto de José Camacho) |
Agora, porém, a Venezuela é, para ele, um lugar de passados... Nada mais.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
para mais tarde recordar ....
há momentos assim... que ficam para sempre guardados no aconchego do coração ... porque sim ... porque não podia ser de outra maneira ... o concerto da fadista Amália em Caracas, no Hotel Tamanaco, Venezuela ...
( fotos de José Camacho)
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
... o meu carocha ...
O Domingo era dia de descanso ... dia da família... dia de praia ...
José Camacho pegava no seu carocha e aproveitava o bom tempo e o que aquela terra [Venezuela] tinha para oferecer ...
... levava sempre " a música" consigo ... e passava bons momentos, recorda com sorriso largo sem disfarçar as saudades ...
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
vamos espreitar?
uma data...um chão de calhau rolado... uma porta entreaberta ... uma casa.... uma família... uma história de vida .... uma vida cheia de histórias ... que memórias estarão aqui guardadas?
(foto de Cláudia Faria)
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