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terça-feira, 31 de março de 2015

Do outro lado da beleza


Ninguém  conhece os nomes, nem as mãos, nem o trabalho que fazem todos os dias... Sem elas, a Beleza não estaria completa.

Abrir o trabalho...
Uma homenagem às mulheres que lavam, que abrem, que recortam, que engomam...
Em nome de todas, a D. Rita e a D. Encarnação ainda repetem os gestos que fazem do Bordado o que ele [ainda] é:
 
 limpar...
Engomar...




A arte





terça-feira, 17 de março de 2015

Newsletter 26: Bordados da Madeira [uma história de vida(s)]

Há lugares onde o tempo se demora. Há lugares onde a História se borda, porque a História da Madeira é [também] uma História de se bordar. Há lugares assim: feitos de tesouros embrulhados em papel de seda, feitos de histórias de gente sem nome, feitos de viagens. Há lugares que ajudam a construir outras histórias, possibilitando mais um dinheirinho para ajudar a subsistência, abrilhantando festas em outros lugares do mundo, permitindo levar a Ilha em viagem…
Este é um lugar desses. Fica na Rua das Mercês, 31.
E tem um rosto: Joaquim Pedro Drumond de Sá e Sousa.
Data de nascimento:  16 de agosto de 1937
Profissão: Fabricado de Bordados da Madeira, melhor dizendo:  “Manufactures and Exporters of Madeira hand made Embroideries”.

segunda-feira, 16 de março de 2015

A próxima história...



O protagonista
 
Filho de Pedro Damião de Sousa e de Maria Drumond de Sá, Joaquim Sá e Sousa vive (d)os bordados há 62 anos...

Di-lo, entre gargalhadas, como se o tempo não lhe doesse e a vida continuasse a ser como era: cheia. De trabalho. De viagens. De amigos. De negócios feitos...

- O meu pai tinha uma fábrica de bordados, que ficava na Rua Conde Carvalhal, no Chão da Loba. Apenas ele e um outro irmão (durante algum tempo, apenas) se deixaram enredar nas teias dos pontos e das linhas, dos linhos e dos algodões…
-  Fui colega do Pinto da Costa, o próprio. Tudo o que ele sabe, foi eu que lhe ensinei (risos).

Joaquim Sá e Sousa (foto de Cláudia Faria)

quinta-feira, 12 de março de 2015

É ESTE O LUGAR...


Foto Cláudia Faria
 

 
A casa é um labirinto cheio de memórias. Por entre corredores escuros e trémulos  - porque a idade não perdoa [também aos edifícios], fomos descobrindo tesouros que mãos de artistas foram construindo, no vagar da vida de casa, no vagar da fazenda…

Em caixas de cartão, o trabalho [ainda] espera o seu lugar definitivo… Um dia destes, vamos desvendar o lugar… este lugar

quinta-feira, 5 de março de 2015

O princípio

Foto de Cláudia Faria
Começa aqui a descoberta de um mundo que acorda memórias antigas, daquelas com cheiro a anil e a brasas preparadas para o ferro de engomar.
Começa aqui. Uma porta aberta. Uma escadaria velha. Uma parede descascada. O silêncio...
Começa aqui a nova história de vida que havemos de contar...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

EM ESPERA



Algures, na cidade, numa mansarda que o tempo esqueceu, moram histórias escondidas…

Naquele tempo, o bordado era o outro lado da vida, aquele que permitia (sobre)viver à luta de cada dia, na conquista do pão que a terra (nem sempre) dá.

Hoje, nesta casa de bordados que já não o é, estão memórias: são objetos, restos de linho, selos espalhados pelo chão, luzes azuis de anil, cheiros de infância…

É o tempo em modo de espera.  Cristalizado. Bem no centro do Funchal.