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terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Newsletter 37: por portas abertas…

Chega o dia em que temos de escolher as memórias que queremos levar connosco…
 Pedro Urbano, 2009 

Ao longo deste ano, o Memória das Gentes que fazem a História tem caminhado de porta em porta, umas escancaradas, outras semi-abertas, algumas fechadas até. Temos ouvido, dado colo a tantas histórias… lembranças de gentes como nós… Este é uma espécie de balanço… um arrumar da casa [passado]… e também um mapear [futuro] pois ainda há muito por ouvir e por recolher …

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A História vista de Baixo consubstancia-se

https://app.box.com/s/p92umnhm259yzom03bxiHoje, às 18 horas, o CEHA lança o livro "Cartas no Intervalo da Guerra", n.º 1 da Coleção Memórias.
A História vista de Baixo consubstancia-se.
Apenas para contextualizar, lembramos o nº 5 da nossa Newsletter.

A entrada é livre!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Newsletter 31: A criação do município de Santa Cruz

A criação do município de Santa Cruz
o segundo da capitania e o quinto do arquipélago

É o segundo município a ser criado na capitania de Machico, mas o quinto em todo o arquipélago. Os capitães de Machico sempre pretenderam centralizar a administração municipal, alegando falta de meios financeiros. Daí esta criação tardia e as dificuldades em alcançar-se um segundo município na costa norte, como foi o caso de S. Vicente, em 1744. O Município de Santa Cruz, que inclui as freguesias de Camacha, Caniço,
Gaula, Santa Cruz (freguesia), Santo António da Serra (parte desta freguesia), foi criado em 25 de junho de 1515 e elevado à categoria de cidade, a 2 de agosto de 1996. Por decreto de 10 de dezembro de 1867, este concelho foi extinto e as freguesias do Caniço e Camacha juntas ao concelho do Funchal e as freguesias de Santa Cruz, Gaula, Água de Pena, Santo António da Serra, Faial, ao de Machico. O decreto, porém, não teve execução, porque os concelhos foram, pouco tempo depois, restabelecidos

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Newsletter 30 (extra): 4th IABA EUROPE 2015

 
Entre os dias 27 e 29 maio, o Centro de Estudos de História do Atlantico acolheu o 4th IABA EUROPE Meeting que organizou, em parceria com o European Journal of Life writing sob o tema: Dialogical Dimensions in narrating lives and Life Writing.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Newsletter 29: Dialogical Dimensions in Narrating Lives and Life Writing


Esta Newsletter especial visa mostrar o Centro de Estudos, a ilha e alguns dos nossos projetos a um público que nos visitará para o IABA – Europe. Mais do que um encontro de intelectuais, pretende-se mostrar quem somos, como sabemos receber… Queremos mostrar-nos.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Newsletter 28: Maio. Dia um

Dia do voto. Dia do Trabalhador. Feriado nacional. Dia de Maio. Dia de Saltar a laje e ir ao Palheiro Ferreiro. Dia de colares de flores amarelinhas pendurados ao pescoço. Dia de memórias de namoros e de gargalhadas. Dia de procissão a São Tiago Menor.
A atitude do guarda-mor da saúde – que abdica do seu cargo e, ajoelhado ante a imagem do Santo, suplica «Senhor, até aqui, guardei esta cidade como pude. Não posso mais. Aqui tendes a vara do mando. Sede vós o guarda da Saúde» é repetido, ainda hoje, em cada primeiro de maio. Mesmo sem peste. Apenas porque é preciso honrar as promessas. E festejar a Primavera, na medida em que cada peregrino enverga – ainda hoje também - um colar de maios, flores do campo que pintam as serras e as estradas da ilha de bocadinhos de sol.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Newsletter 27: Engenho(s) [o do Mel, o das Memórias, o da Vida]

“A cana-de-açúcar poderá, então, ser considerada, com propriedade, a cultura agrícola mais importante da História da Humanidade, pois provocou o maior fenómeno, em termos de mobilidade humana, económica, comercial e ecológica. De todas as plantas domesticadas pelo Homem, é aquela que acarreta maiores exigências. Quase que escraviza o homem, esgota o solo, devora a floresta e dessedenta os cursos de água. A exploração intensiva, a partir do século XV, gerou grandes exigências em termos de mão-de-obra, sendo responsável pelo maior fenómeno migratório à escala mundial que teve por palco o Atlântico: a escravatura de milhões de africanos”
(VIEIRA, Alberto, Canaviais, Açúcar e Aguardente na Madeira, 2004, p. 89).


terça-feira, 17 de março de 2015

Newsletter 26: Bordados da Madeira [uma história de vida(s)]

Há lugares onde o tempo se demora. Há lugares onde a História se borda, porque a História da Madeira é [também] uma História de se bordar. Há lugares assim: feitos de tesouros embrulhados em papel de seda, feitos de histórias de gente sem nome, feitos de viagens. Há lugares que ajudam a construir outras histórias, possibilitando mais um dinheirinho para ajudar a subsistência, abrilhantando festas em outros lugares do mundo, permitindo levar a Ilha em viagem…
Este é um lugar desses. Fica na Rua das Mercês, 31.
E tem um rosto: Joaquim Pedro Drumond de Sá e Sousa.
Data de nascimento:  16 de agosto de 1937
Profissão: Fabricado de Bordados da Madeira, melhor dizendo:  “Manufactures and Exporters of Madeira hand made Embroideries”.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Newsletter 25: ARTUR DE BARROS E SOUSA, LDA. (entre a vida e o vinho: dois irmãos – Artur e Edmundo)

Porta fechada. À porta, com o olhar à espera, Artur Barros e Sousa de Olim aguarda Edmundo Barros e Sousa de Olim, seu irmão e companheiro de trabalho.
Da porta ao lado, aberta e movimentada, na casa Pereira d’Oliveira, Vinhos, uma saudação, um aperto de mão e a chave. Será ela a abrir o passado de um lugar cheio de história, de um lugar que, ao longo do tempo, recebeu o mundo e levou a ilha, engarrafada, em estado líquido, para os quatro cantos da terra.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Newsletter 24. Rebelo Quintal: Um Homem. A História

Ao iniciar 2015, o Projeto Memória das Gentes que Fazem a História inaugura uma nova série de Newsletters dedicadas à História da Madeira, a partir do olhar de homens e de mulheres que, de algum modo, contribuíram para construir aquilo que é, hoje, a História da Região Autónoma da Madeira.

Faz-se memória. Dos acontecimentos. Das pessoas. Dos ditos e dos não-ditos.
Na Biblioteca Pública Regional, uma exposição deu a conhecer a doação da Biblioteca Dr. Rebelo Quintal. Foi esse o pretexto para esta Newsletter. O que aconteceu na Madeira, ao longo do tempo que durou a vida de António Manuel Rebelo Pereira Rodrigues Quintal? Que acontecimentos marcaram a terra onde nasceu, viveu e morreu, desde o início da década de 30 do século XX e o início do século XXI (2013).

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Newsletter 23. Quase na Festa. Espiritualidade(s)

Às portas do Natal, logo que dezembro se abre, na Ilha, a Festa acende-se. Os autores madeirenses permitem-nos descobrir o que se esconde por dentro das casas, nas igrejas, nos caminhos. Estará aqui, talvez, aquele que nos parece ser o ponto de interceção daquilo que nos parece revelar a verdadeira espiritualidade da ilha. Nesses dias, interrompe-se o rempo comum. Nesses dias, o corpo e o espírito estão conciliados,  em louvor do Menino Jesus. E se pode comer e beber, sem medo do mal que a comida e a bebida nos podem fazer.
Nas festas, faz-se memória, reencontra-se o tempo, a primeira aparição do tempo sagrado, a eternidade que se manifesta na linguagem dos ritos.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Newsletter 22 - Mobilidades e Insularidades


A Madeira foi sempre um lugar de partidas e chegadas: era um oásis no meio do mar – tinha uma baía acolhedora, bom clima, terra fértil. Foi muito fácil para os primeiros navegadores e aventureiros fazerem da ilha a sua morada.
Depois foi cais de partidas, também, sobretudo a partir do século XIX, com as crises agrícolas, com a doença da vinha. Foi então que a ilha se espalhou pelo mundo e o madeirense foi descobrir outros lugares, foi divulgar novas culturas, foi, simplesmente, trabalhar…

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Newsletter 21 — Em memória dos 100 anos da I Guerra Mundial (1914-18)


É este o leit motiv deste mês. Evocar a Grande Guerra e relembrar que a nossa história também se faz de momentos trágicos. Queremos evidenciar a participação de Portugal neste conflito mundial mas queremos sobretudo perceber qual a posição da ilha. Todavia, e como já é habitual, optamos por nos distanciar da versão oficial, da dita História, sim, do relato maisculado dos factos e fomos em busca de um outro lado … quiçá periférico … E chamamos, até nós, as vozes silenciadas … as vozes do inimigo …

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Newsletter 20 - Memória (s)

Faz anos, por esta altura. Setembro já cheirava a escola e a livros novos e as uvas perfumavam o ar de doçuras. Recomeçamos, aqui, os nossos trabalhos, a nossa procura de escritas do eu e de histórias de vidas das gentes que construíram esta terra que somos.
É de lembranças, esta Newsletter. É de setembros…  deste e de outros, os que o tempo guardou e de alguns dos quais, hoje, daremos conta, com o simples propósito de não os deixar esquecer.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Newsletter 19 - O Deve e o Haver

Podia ser o Projeto de uma vida. Podia ser o Projeto do Centro de Estudos de História do Atlântico. Podia ser o Projeto de uma Região que, nos últimos tempos, tem tido o estigma de viver às custas do continente, das suas receitas e transferências. Podia ser uma mera apresentação de valores – ou da falta deles – suscetível de explicar as [nem sempre fáceis] relações financeiras entre o Senhorio / a Coroa / o Estado e a Colónia / Região /Arquipélago Adjacente / Região Autónoma da Madeira. Este Projeto é, contudo, muito mais do que isso. São cerca de 10.000 páginas reunidas em 13 volumes agrupados em 4 coleções que apresentam um estudo sério sobre História, Economia, Política e Literatura do Arquipélago da Madeira, na sua relação consigo, com a Metrópole e com o Mundo que, a partir dele se foi descobrindo, conquistando e com quem, ao longo do tempo, se foram tecendo relações de ordem vária, em que as questões financeiras estão sempre presentes. Nesta conformidade, o caminho do nosso trabalho foi definido com o objetivo principal de se criarem as condições para um debate sério sobre as relações financeiras entre a Região e o Estado, trazendo o discurso histórico para o debate, percebendo a postura dos madeirenses, as atitudes do Estado, em momentos de desespero ou de crises, a preocupação do Estado, com o progresso e melhoria das condições de vida das populações e as próprias questões do deve e haver. Por outro lado, e como tem sido apanágio deste Centro de Estudos de História do Atlântico, foi nossa intenção construir um repositório documental e estatístico em formato digital, que, estando disponível, abra as portas para que outros investigadores possam desenvolver novos trabalhos.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Newsletter n.º 18: Santo António

Santo António. Por ser junho. Porque se justifica. Porque Memória das gentes que fazem a História. Dedicamos este número a Santo António, o que é de Lisboa e de Pádua, que é da ilha e é do povo.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Newsletter n.º 17: Memória de lugares ou os lugares da Memória

O conceito de “Lugares da Memória” aparece com Pierre Nora, no fim da década de 70 do século XX, com o intuito primeiro de preservar a memória nacional [leia-se francesa] e da necessidade de inventariar os lugares onde ela se encontrava presente: nas terras, nos documentos, nos símbolos, nas festas, nos monumentos, nas comemorações…
Este conceito, porém, reveste-se de um outro aspeto que  não interessava muito à História: os afetos: só é lugar de memória se a imaginação o investe de aura simbólica (…) só entra na categoria se for objeto de um ritual. Mesmo um minuto de silêncio, que parece o extremo de uma significação simbólica, é, ao mesmo tempo, um corte material de uma unidade temporal e serve, periodicamente, a um lembrete concentrado de lembrar (…) (NORA, 1993).
É com os olhos postos nesta teoria que, nesta publicação, evocamos, hoje, um lugar da ilha que, este ano de 2014 comemora o primeiro Centenário da sua elevação a Município: Ribeira Brava.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Newsletter n.º 16 - 25 de Abril

História contemporânea/ imediata/ do presente. 

Do presente feito passado e memória pela escrita do historiador 

O historiador do tempo presente é contemporâneo de seu objeto e portanto partilha com aqueles cuja história ele narra as mesmas categorias, essências, as mesmas referências fundamentais. Ele é pois o único que pode superar a descontinuidade fundamental que costuma existir entre o aparato intelectual, afetivo e psíquico do historiador e o dos homens e mulheres cuja história ele escrever. Para os historiadores dos tempos consumados, o conhecimento histórico é sempre uma difícil operação de tradução, sempre uma tentativa paradoxal: manifestar sobre o modo de equivalência um afastamento irredutível. Para o historiador do tempo presente, parece infinitamente menor a distância entre a compreensão que ele tem de si mesmo e a dos atores históricos, modestos ou ilustres, cujas maneiras de sentir e pensar ele reconstrói.

quarta-feira, 19 de março de 2014

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Newsletter n.º 14 - Escrever vidas

Construir uma vida. Habitar as memórias, trazendo o tempo para as palavras. Empreender uma viagem pela história pessoal e, porque não pode ser de outra maneira, pela história dos lugares que habitamos, pela história da Ilha.