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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

PROJETO DE ANO NOVO


Ainda em tempo de votos de Feliz Ano Novo, fazemos nossas as palavras da jornalista do Público, Ana Cristina Pereira, em artigo do Diário de Notícias de ontem.


«É um processo  interessante isto de tentar reconstruir e contextualizar um momento que não se viveu ou que se viveu quando ainda não se tinha consciência. É outra forma de olhar para a História, como diz o historiador Alberto Vieira, investigador-coordenador do Centro de Estudos de História do Atlântico, que quer fazer da História da Madeira um caso exemplar de História de todos e não de  alguns.
Só esbarrei nela em 2015, mas parece-me preciosa esta ambição de fazer com que a “História vista de baixo” complete a “História vista de cima”.  A equipa do projecto “Memórias das gentes que fazem História” sabe que o tempo apaga e confunde, que o que recolhe é um olhar pessoal sobre a vida, o quotidiano, alguns acontecimentos históricos, mas também sabe que tudo isso tem valor para entender quem somos».  

Tem memórias, «postais, cartas, fotografias, vídeos, diários ou outros documentos e gostaria de participar neste processo»? 

Esteve emigrado? Estamos à espera da sua história. 

JÁ PENSOU QUE A HISTÓRIA DA SUA VIDA PODE SER FUNDAMENTAL PARA A HISTÓRIA DA MADEIRA?

« Pode ser uma resolução para 2016. Por que não?» 


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

NÓS… NO MUNDO



Ontem, o Manuel foi entrevistado para a Atlântida da semana que vem.







Já o Augusto tinha sido, na semana passada ( http://www.rtp.pt/play/p1738/atlantida).

O Projeto Memórias das Gentes que fazem a História apresenta-se ao mundo. Cheio de histórias e de notícias de outros tempos, de uma Madeira que, um dia, se fez ao mar e foi.
 
Augusto contou de necessidade de mudar a vida; o Manuel contará do medo da guerra colonial; Augusto falou do Brasil e da Austrália; o Manuel contará de uma África do Sul dividida; Augusto já era um homem, Manuel era um menino…


 
Esperamos, agora a sua história… Ficamos à espera do seu contributo para que a História da emigração se escreva… INTEIRA...
Contacte-nos, sim?

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A Casa do Penedo






A porta está sempre aberta ... entrámos  .... o mirante tirou-nos a respiração ... deixámos-nos ficar ... assim... sem mais nada ... a ouvir  o que o tempo tem guardado ... a sentir o murmurar do basalto ... o muralhar do mar lá ao fundo .. a ravina envolta numa espécie de algodão doce ... as quedas de água rebeldes e o vento manso que desce serra abaixo ...

... e depois ... depois dêmos tempo ao tempo ... e ouvimos o que Beatriz Silva e Manuel Rodrigues têm para contar ... são eles os guardiões da Casa do Penedo...

... porque a casa é o nosso canto do mundo ...






sexta-feira, 23 de outubro de 2015

.... uma exposição a não perder!!!!



... e ontem o Projecto Memória das Gentes que Fazem História esteve na abertura da Exposição Documental e de Equipamento, integrada nas Jornadas do Tribunal Judicial da Comarca da Madeira.

Recomendamos!!! Venha ao Museu Casa da Luz e deixe-se recuar no tempo ... observe e aprecie peças e documentos guardados pelas mãos e pelo carinho de Teresina Teixeira.










quinta-feira, 1 de outubro de 2015

para mais tarde recordar ....


há momentos assim... que ficam para sempre guardados no aconchego do coração ... porque sim ... porque não podia ser de outra maneira ... o concerto da fadista Amália em Caracas, no Hotel Tamanaco, Venezuela ...





( fotos de José Camacho) 

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

vamos espreitar?




uma data...um chão de calhau rolado... uma porta entreaberta ... uma casa.... uma família... uma história de vida .... uma vida cheia de histórias ... que memórias estarão aqui guardadas? 




(foto de Cláudia Faria) 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

a minha mãe era a mulher do feiticeiro da Calheta ...


A minha mãe não largava o meu pai ... para onde ele fosse, lá estava ela, em todas as festas, em todas romagens... sempre ao lado do seu homem ... bem disposta e com uma paciência sem fim ... por vezes, o meu pai, que gostava do seu copinho, exagerava ... mas bastava um olhar da minha mãe e ele dizia:

- dê esse copinho a minha mulher que ela está com mais sede que eu!!



( foto retirada do facebook do feiticeiro da Calheta) 

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O meu pai era o feiticeiro da Calheta



lá no alto da serra, as noites de inverno são mais escuras, mais frias e mais densas ... Maria Jesus lembra-se de não ver ninguém na rua porque todos se recolhiam do mau tempo ... lembra-se de ficar a bordar com a mãe à luz do candeeiro de petróleo ... enquanto o pai, o feiticeiro da Calheta, pegando na viola de arame, tocava e cantava ... por vezes, elas também cantavam com ele... e assim se passava o serão, bordando e cantando lá para os lados do Lombo do Brasil....




( foto retirada da página do facebook do feiticeiro da Calheta ) 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

OUTRAS MEMÓRIAS

 
 
 
Por entre memórias... Macau. Outro tempo. Outro ambiente. Muito calor...
 
 
 
 
 
 

Um aerograma, ou bate-estradas, traz recordações antigas da Cidade de Santo Nome de Deus...

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Cartas no intervalo da Guerra


...e porque os momentos especiais devem ser relembrados, aqui vos deixamos mais fotos de um dia memorável!! 












segunda-feira, 2 de março de 2015

À espera do fim

Já foi uma casa de bordados. Já não é.
Na torre de uma casa velha da cidade, com vista para os telhados de uma rua [ainda] movimentada, jazem os restos da vida de muita gente ligada à indústria...
Os sacos, rotos de ratos e de velhice, esperam... o fim, talvez...
Foto de Cláudia Faria

Será este o futuro do Bordado Madeira?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Entramos




 Entramos. À nossa espera, Artur e Edmundo abriam, uma vez mais, uma porta que já não era sua...com eles, guiados pelo tempo e pela serenidade de quem cumpriu, percorremos os lugares ... as lembranças .. e fizemos MEMORIA do que afinal [ainda] não morreu..


 




terça-feira, 14 de outubro de 2014

Por outros caminhos...

Ontem, fomos a Câmara de Lobos, à Biblioteca Municipal. Levamos as Histórias das Gentes que fazem a História. Falamos do Manuel, do Jana, do Augusto, do Loreto. Mostramos o que a História ganhou com as suas histórias.

Assim:

[fotografias da Câmara Municipal de Câmara de Lobos]









quarta-feira, 8 de outubro de 2014

ainda se lembram?

 
...e por entre folhas gastas e endurecidas pelo passar do tempo encontrámos um velho rol de mercearia ... e, num regresso alucinante ao passado, revivemos as tardes de uma infância morna .... ainda se lembram?
 
 
 


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Newsletter 20 - Memória (s)

Faz anos, por esta altura. Setembro já cheirava a escola e a livros novos e as uvas perfumavam o ar de doçuras. Recomeçamos, aqui, os nossos trabalhos, a nossa procura de escritas do eu e de histórias de vidas das gentes que construíram esta terra que somos.
É de lembranças, esta Newsletter. É de setembros…  deste e de outros, os que o tempo guardou e de alguns dos quais, hoje, daremos conta, com o simples propósito de não os deixar esquecer.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Adolescência irreverente

Parte IV.
 

Quem mais costumava ir ao Teatro eram os simpatizantes do Corvo que tinham maior poder económico, mas nesse dia, mal terminou o encontro, muitos desapareceram irritados. Os jogadores e dirigentes do Arsenal chegaram ao Teatro roucos, foram aclamados e ovacionados que até parecia não haver outras cores ali dentro. O Arsenal ganhou no mesmo dia três taças: Simpatia, votada com os bilhetes no Teatro, Torneio e porque marcara mais um golo do que o Corvo durante a época, recebeu o respectivo troféu.

Foi uma noite plena de emoções, alegre e feliz.

Terminada a festa, descemos a pé em cantoria e não sentimos o caminho.

Ao chegar a casa por volta das dez horas da noite fui recebida com uma surpresa. A minha mãe estava atrás da porta e sem mais qualquer conversa deu-me duas vergastadas com uma cepa de videira dizendo: “Toma lá que é para saberes que não te autorizei a ires ao teatro. Ainda és muito nova para tomares decisões. Se tivesses vindo a casa podias levar a tua irmã.”

Sabendo que se tivesse ido para casa não voltaria a sair, apesar de combalida e ferida no meu orgulho, continuei feliz, porque a festa e a alegria foram superiores à mazela.

A minha irreverência deixou marca, tentei imitar alguns jovens da minha idade que gozavam de uma certa liberdade, mas o meu atrevimento foi mal sucedido e envergonhada com a marca nas pernas, não saí de casa durante uma semana. Foi a única vez que recordo ter apanhado com uma vergasta.       

No dia seguinte fiquei a saber que havia um bouquet para entregar ao vencedor, mas como não ganhara o Corvo, as flores apareceram estragadas atrás de um camião.  

E como há sempre um poeta em cada canto, também aqui houve alguém que improvisou umas quadras alusivas ao acontecimento e as fez distribuir nas casas dos dirigentes e aficionados do Clube adversário.

Diziam assim:

 
                                  E numa tristeza insana

                                  Na cabeça tantas dores,      

                                  Com beiças e muita gana

                                  Estragaram as flores.

 

                                  Tudo estava preparado

                                  Festa, sandes e canjinha

                                  Mas o ovo foi contado

                                  No traseiro da galinha.

 

                                 E sem esquecer os heróis do acontecimento:

 

                                  Com Almeida e grande Elias                           

                                  Um Fernando e um Garcês

                                  Não vale a pena arrelias

                                  Pois perdem p/ra outra vez.
 

                                                            

 
 
 
 
 

                                                   
  Teresa Valério

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Adolescência Irreverente - parte III

Esta é a penúltima parte desta estória da história de Teresa Valério:

Já tinha eu dezasseis anos, pedi à minha mãe para me fazer sócia do clube da minha simpatia, o que mereceu a sua concordância. Quando me fui inscrever, convidaram-me para a festa da inauguração da sede. Aproveitando o forno de uma vizinha que amassara pão, fiz um bolo de laranja para levar e prontifiquei-me a colaborar nos serviços, como o fizeram outras simpatizantes. Sendo habituada a servir na casa de chá das festas da Vila e do Rosário, tinha alguma experiência do assunto e tudo decorreu com normalidade.

Em meados de Setembro, estava a ser preparado com entusiasmo um grande torneio a fim de ser encontrado o campeão da época. Para maior animação fora convidado o grupo da Ribeira Brava que costumava levar uma enorme claque. A animação aumentava por toda a freguesia, onde rapazes e raparigas preparavam faixas, bandeiras, chocalhos e pandeiretas para terminar em festa e em beleza. O que ninguém estaria à espera e causou grande surpresa e descontentamento a muitos jovens foi o agendamento de uma novena no Pico da Cova, no mesmo dia do torneio. A Capela Torre ali erigida, dedicada a Nossa Senhora de Fátima foi construída para agradecer o fim da Segunda Guerra Mundial e inaugurada poucos anos antes. Muitos eram os emigrantes que mandavam celebrar novenas em honra de Nossa Senhora naquele local implorando a Sua ajuda e pedindo protecção, algumas com pompa e circunstância, caso desse dia.

Eu, conhecia o sentimento da minha mãe e sabia que a sua decisão seria - primeiro a novena,- embora ela, por motivos de saúde não se deslocasse à capela que ficava a cerca de uma hora de caminho a pé. Conformada, e porque tinha ainda na memória o acontecido umas semanas antes, embora contrariada, aceitei o veredicto.

Com muita mágoa naquele dia, em vez de descer para o Calhau, tive de subir até ao Pico. Durante a celebração ouvia os foguetes lá ao fundo e ficava em sobressalto. Sabendo que o Arsenal naqueles encontros costumava claudicar, só podia ser o Corvo a fazer a festa, o meu cérebro rodopiava e ainda hoje me sentencio pela pouca atenção prestada.

Terminada a cerimónia, descemos o pico numa correria e mal chegamos ao Laranjal já um grupo de jovens chegava em algazarra, animados com apitos e bandeiras do Arsenal. Eu nem queria acreditar… O Meu clube do coração tinha ganho ao Corvo por dois a zero, em terceiro lugar ficara o Botafogo.

Nessa mesma tarde havia um espectáculo no Teatro Gil Vicente nas Feiteiras, onde iriam atribuir uma outra taça- Simpatia- com os bilhetes da entrada a servirem de voto. Eufórica, imaginei nova aventura e logo enviei a minha irmã para casa com umas vizinhas pedindo que levassem o recado à minha mãe. Fiquei com outra amiga e a passo largo subimos a vereda da Corrida das Feiteiras que ia sair junto ao dito Teatro. Num ápice lá estávamos. A alegria do reencontro com simpatizantes em delírio foi tão emocionante que nos abraçámos e chorámos. O bilhete custava um escudo, a Leonor comprou os dois para eu pagar quando pudesse. Junto à porta encontravam-se três caixas grandes, cada qual com o emblema do Clube em que devíamos votar, na caixa do Arsenal colocamos o couto do bilhete e entramos cedo para conseguir um bom lugar. Subimos para o balcão ainda com muitos lugares à escolha, mas dispensamos, porque só de pé é que nos apetecia estar.

sábado, 19 de outubro de 2013

Colóquio Mobilidades e Identidades

Segunda e Terça-feira, dias 21 e 22 de outubro, o tempo é também de Memórias das Gentes. No auditório do CEHA, vamos ouvir falar de mobilidades e de identidade.
Quem parte volta diferente?
O que se procura quando a nossa decisão é de IR?
O que muda na forma de ver o mundo?

E quem chega? O que (nos) traz?

Falar de mobilidades vai ser falar de nós, da nossa foram de ser ilha, ou continente; do nosso modo de enfrentar o passado para entender o futuro.
Neste colóquio, estará presente a sua história de vida. Apresentaremos dois estudos de caso, de entre os muitos que nos foram chegando, entre malas e papéis que o tempo deixou pousar e que agora....
Contamos consigo! Vamos debater uma parte de quem somos.
A entrada em livre. Estaremos lá para o receber!

terça-feira, 15 de outubro de 2013